Paulo César Pereira Marques, pai do ator Bruno Gagliasso, faleceu nesta segunda-feira, 28, aos 79 anos. O idoso estava hospitalizado na cidade do Rio de Janeiro há aproximadamente 20 dias antes de perder a vida.

Complicações médicas e despedida da família

Durante o período de internação hospitalar, o patriarca enfrentou diversos problemas de saúde que necessitaram de monitoramento intensivo na UTI. Conforme os dados repassados à imprensa, Paulo César sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e precisou ser submetido a duas cirurgias cardíacas.

Nas plataformas digitais, o artista prestou uma homenagem ao pai compartilhando registros em formato de imagem e vídeo. “Você está em mim! Te amo, obrigado pai”, escreveu.

Como ocorre e quais são os tipos de AVC

O acidente vascular cerebral manifesta-se quando há uma interrupção na circulação do sangue destinada ao cérebro. A condição médica divide-se em duas categorias principais: o tipo isquêmico, causado pelo bloqueio físico dos vasos sanguíneos devido a coágulos, e o tipo hemorrágico, provocado pela ruptura desses vasos. A equipe médica não especificou qual variação acometeu o pai do ator.

As ocorrências isquêmicas costumam estar ligadas a alterações cardíacas, distúrbios de coagulação e à aterosclerose, que causa o endurecimento dos vasos. Em contrapartida, as versões hemorrágicas relacionam-se frequentemente a episódios de hipertensão arterial não controlada e à presença de aneurismas.

Fatores de risco e gravidade da condição

Além da etiologia específica, o risco de sofrimento vascular aumenta com a idade avançada, tabagismo, consumo de álcool e condições crônicas descompensadas, tais como diabetes, hipertensão e taxas elevadas de colesterol. Históricos de enxaqueca também entram na lista de alertas.

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Trata-se de uma emergência médica que pode ser fatal em poucas horas. Mesmo nos casos de sobrevivência, a falta de oxigenação cerebral é capaz de gerar sequelas motoras ou cognitivas duradouras e definitivas.

Abordagens de tratamento para o problema

O prognóstico costuma ser mais favorável nos episódios isquêmicos, tratados inicialmente com fármacos trombolíticos para dissolver coágulos ou por meio de procedimentos cirúrgicos quando os remédios não bastam. Já os quadros hemorrágicos exigem medicações específicas para estancar o sangramento e intervenções cirúrgicas destinadas a reduzir a pressão intracraniana.

A gravidade do quadro, a extensão das lesões cerebrais e a existência de comorbidades influenciam diretamente a resposta ao tratamento, podendo levar a óbito nos dias seguintes ao evento vascular.