O Sistema FAEP elaborou um documento com demandas e propostas prioritárias da agropecuária brasileira voltadas aos candidatos à presidência nas eleições de 2026. Criado a partir de necessidades de produtores rurais paranaenses e brasileiros, o material busca fortalecer o setor e servir de subsídio para o plano de governo do futuro presidente.

Segundo a entidade, a agropecuária nacional e paranaense enfrenta perda de rentabilidade nos últimos anos devido a fatores de mercado, intempéries climáticas e falta de apoio do governo federal. O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que o cenário exige melhorias rápidas no ambiente de negócios e segurança jurídica no campo.

Propostas técnicas e áreas jurídicas

A publicação traz na parte técnica 15 propostas prioritárias divididas em política agrícola, insumos e energia, gestões ambiental, territorial e de segurança, exportação, sanidade, educação e pesquisa. No âmbito jurídico, as pautas estão organizadas em sete áreas do direito: ambiental, agrário e fundiário, trabalho, regulatório e infraestrutura, institucional e acesso à justiça, civil e tributário.

As demandas foram formuladas em conjunto com 163 sindicatos rurais, com o objetivo de viabilizar a produção de alimentos de forma mais eficiente e buscar soluções para problemas reais enfrentados por agricultores e pecuaristas.

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Principais pautas do setor produtivo

Entre os pontos centrais abordados no material está o Plano Safra, apontado como base do financiamento agropecuário que necessita de previsibilidade plurianual e recursos suficientes para equalização de taxas de juros. O documento também trata do seguro rural, defendendo uma política permanente de gestão de riscos com orçamento previsível diante das mudanças climáticas e eventos extremos.

O endividamento rural é citado como preocupação estrutural decorrente de custos elevados de produção e perdas climáticas, exigindo uma política permanente de reestruturação financeira. Além disso, o texto aponta a vulnerabilidade do Brasil diante da alta dependência externa de fertilizantes, defendendo a consolidação da produção nacional do insumo como prioridade industrial e agrícola.