A história do surfe nacional perdeu um de seus maiores pioneiros no último sábado, 24. Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos após dar entrada em um hospital para tratar uma pneumonia. O carioca marcou época nos anos 1980 ao introduzir um estilo agressivo e inovador nas ondas, fundamental para a expansão e consolidação do esporte no Brasil.
Riscos da pneumonia e o impacto na saúde A condição que acometeu o surfista é uma inflamação pulmonar que compromete os bronquíolos, estruturas encarregadas de levar o ar até os alvéolos pulmonares, locais onde se realiza a troca gasosa.
Na maioria das vezes, o problema surge de infecções provocadas por vírus ou bactérias, embora também possa decorrer de fungos ou substâncias químicas irritantes. Os sinais mais comuns envolvem dificuldade para respirar e sintomas decorrentes da baixa oxigenação, a exemplo das palpitações.
Quadros atípicos e grupos de vulnerabilidade Existem situações em que a doença se apresenta de maneira silenciosa e com manifestações atípicas, comuns em pessoas mais velhas. Entre elas estão episódios de desorientação mental, vertigens, maior incidência de quedas e declínio geral do estado de saúde.
Embora detalhes específicos sobre a infecção do atleta não tenham sido divulgados, indivíduos na faixa etária dos 61 anos integram o grupo de risco. Isso ocorre devido à menor eficácia do sistema imunológico no combate a agentes infecciosos e à maior incidência de doenças pré-existentes. Vale destacar que o agravamento da pneumonia frequentemente desencadeia a sepse, uma infecção generalizada de evolução rápida que pode ser fatal.
A trajetória marcante de Dadá Figueiredo O legado do surfista transcendeu as ondas a partir dos anos 1980, período em que ele adaptou manobras do skate para o surfe. Dono de uma postura irreverente e questionadora, ele também se destacou na cena do punk rock e fundou negócios voltados ao segmento, como a marca Necrose Social.
A relevância de sua trajetória foi reconhecida por entidades esportivas. Em uma postagem de condolências nas redes sociais, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) descreveu Figueiredo como “uma das maiores lendas” do esporte no país, destacando que ele “rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade”.










