A jornalista Maria Cândida, aos 55 anos, protagoniza uma imersão em um cenote sagrado no México, sendo conduzida por uma curandeira em um ritual maia ancestral voltado para mulheres que vivenciam o climatério. A cena marca o início de uma nova produção audiovisual voltada para a saúde feminina.

“Na cerimônia, tem que cantar, tem que rezar para estar com Deus. Abandone seus medos, abandone o seu rancor. Tire as vendas do seu coração”, entoa Abuela Aída, mentora dessa experiência que inaugura a série documental Menopausa Sem Fronteira.

Detalhes da estreia e episódios Desenvolvida pela Indira Films, a obra chega ao público neste domingo (18), às 19h, através da plataforma de vídeos da comunicadora. O cronograma prevê a disponibilização de seis episódios em formato semanal, nos quais a apresentadora relata sua vivência pessoal e os aprendizados colhidos após mais de 300 entrevistas globais, além de expedições para Colômbia, Peru e México.

A importância da representatividade na maturidade Ao longo dos capítulos, o projeto aborda a escassez de investimentos científicos na área e propõe uma reflexão profunda sobre os tabus que cercam a transição hormonal feminina na sociedade contemporânea.

“Não é somente o encerramento de um ciclo da fertilidade feminina, mas o início de uma nova jornada”, define Maria Cândida, no documentário. “E se a menopausa é um marco biológico, por que então chegamos ao século 21 sem pesquisas suficientes? Com milhões de mulheres ainda com medo dessa fase e o tabu de falar sobre algo que deveria ser natural”, provoca.

Leia também

Dados globais e povos originários Projeções da Organização Mundial da Saúde indicam que, até o final desta década, 1,2 bilhão de pessoas do sexo feminino estarão vivenciando ou já terão passado por essa etapa biológica, cujos impactos variam conforme a cultura e a região do planeta.

O capítulo inicial, batizado de A descoberta, examina manifestações clínicas como calores intensos, oscilações de humor e falhas de memória, ao mesmo tempo em que contrasta essa realidade com a perspectiva de comunidades tradicionais, que encaram a maturidade como um momento de fortalecimento espiritual.

Abordagem multidisciplinar e turismo Nas semanas seguintes, a narrativa se aprofunda em discussões sobre alimentação saudável, uso de fitoterápicos, estética e envelhecimento. Além do debate sobre a disparidade no acesso a cuidados médicos, a jornalista exibe paisagens latino-americanas, explora a gastronomia local e valida o conteúdo com análises de profissionais da saúde de diferentes nacionalidades.