O envelhecimento traz o aumento natural da próstata para muitos homens, quadro que em certas situações evolui para a hiperplasia prostática benigna, conhecida pela sigla HPB. Esse crescimento comprime a uretra e gera dificuldades para urinar, desde um jato mais fraco até a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Sintomas e momento da cirurgia

Acordar diversas vezes à noite para ir ao banheiro também entra no rol de queixas frequentes. Enquanto casos leves toleram acompanhamento ou remédios, o cenário muda quando surgem retenção urinária recorrente, infecções, cálculos na bexiga, sangramentos ou impactos negativos sobre os rins, tornando o tratamento cirúrgico necessário.

O funcionamento da enucleação a laser

Durante décadas, glândulas muito volumosas exigiam incisões abertas. Hoje, a enucleação endoscópica possibilita tratar grandes volumes sem cortes abdominais. O procedimento funciona como uma fruta: o cirurgião usa instrumentos pela uretra e emprega o laser para separar a polpa interna da casca externa. O adenoma é deslocado para a bexiga, fragmentado e removido pelo mesmo acesso.

Vantagens frente à cirurgia aberta

A técnica consolidada conhecida como HoLEP — enucleação da próstata com laser de holmium —, assim como o laser de thulium, remove de forma completa o tecido obstrutivo. Diretrizes europeias recentes recomendam o método como alternativa superior à ressecção tradicional e à cirurgia aberta, garantindo menor perda sanguínea, menos tempo de sonda e recuperação otimizada.

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Riscos e efeitos colaterais

Apesar dos benefícios, o procedimento não está isento de riscos como sangramentos, infecções, estreitamento da uretra e incontinência urinária temporária. A ejaculação retrógrada ocorre com frequência, embora a função erétil geralmente permaneça preservada. Esses fatores exigem conversas detalhadas antes da operação.

A importância da experiência médica

O sucesso terapêutico depende diretamente da capacitação da equipe. A curva de aprendizado da HoLEP é relevante, mostrando que a habilidade do especialista conta tanto quanto a tecnologia do laser. Fatores como anatomia, intensidade dos sintomas e prioridades individuais guiam a escolha. O tamanho da glândula não dita mais a obrigatoriedade de intervenções invasivas, permitindo que pacientes encontrem soluções duradouras por via endoscópica.