A estimativa aponta que cerca de 1,5 milhão de brasileiros apresentam batimentos cardíacos desregulados. O problema, conhecido como fibrilação atrial, provoca sintomas como fadiga e palpitações, configurando o tipo mais comum de arritmia globalmente.

Diante do crescimento dessa parcela da população — cujo volume tem projeção de duplicar até o ano de 2060 —, a fabricante japonesa Omron criou um equipamento de aferição de pressão arterial capaz de identificar indícios dessa patologia.

“É uma comodidade para os pacientes, que agora têm mais dados para compartilhar com os médicos e maior possibilidade de intervenção precoce”, destaca Cecília Barroso, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese e consultora da marca.

Batizado de Omron AFib, o dispositivo apresenta uma taxa de acerto de 97%. Embora o instrumento não forneça um laudo definitivo, ele serve como um sinal de alerta para a realização de exames mais aprofundados.

Prevenção contra o acidente vascular cerebral

A presença da fibrilação atrial eleva em até cinco vezes a probabilidade de um indivíduo sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico.

“Isso acontece porque a arritmia pode contribuir para a formação de trombos no coração, que podem viajar e entupir artérias no cérebro”, explica Barroso.

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O alerta se destina principalmente a indivíduos com mais de 65 anos, além de portadores de hipertensão, diabetes, excesso de peso, problemas nas válvulas cardíacas e insuficiência cardíaca.

Como funciona a tecnologia japonesa

O sistema emprega recursos avançados baseados em algoritmos para rastrear irregularidades nos batimentos enquanto o usuário verifica a pressão.

O conjunto inclui um visor digital e uma braçadeira flexível que realiza leituras em diferentes posturas. Durante a checagem da pressão arterial e dos batimentos, o recurso de inteligência artificial examina o comportamento do ritmo cardíaco. O visor exibe o resultado em menos de sessenta segundos, sinalizando a sigla AFib caso encontre qualquer anormalidade.

Especialistas reforçam que a tecnologia funciona como triagem e não substitui métodos tradicionais de investigação médica, a exemplo do eletrocardiograma e do exame de holter.