A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de qualquer tipo de propaganda relacionada à caneta Semavy, conforme resolução publicada nesta sexta-feira (25). O fármaco, que tem como base a semaglutida, é um dos lançamentos nacionais voltados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2.
A medida foi adotada após a identificação de anúncios irregulares em diferentes meios de comunicação, com destaque para painéis eletrônicos instalados no Aeroporto de Congonhas, localizado na capital paulista.
Motivos da proibição publicitária
O Semavy é fabricado pelo grupo Hypera Pharma e comercializado sob o selo da Mantecorp. Por se tratar de um produto de tarja vermelha, a sua venda exige obrigatoriamente a apresentação de prescrição médica.
De acordo com a legislação brasileira, a propaganda de medicamentos que exigem receita — o que engloba tanto os remédios de tarja vermelha quanto os de tarja preta — é expressamente proibida para o público em geral. A lei determina que a divulgação desse tipo de produto deve ser restrita exclusivamente a meios de comunicação voltados aos profissionais de saúde habilitados para a prescrição. Qualquer ação promocional fora desses parâmetros viola as normas sanitárias e resulta na suspensão e remoção imediata dos materiais.
Regras rigorosas para as canetas emagrecedoras
Independentemente do princípio ativo empregado, seja liraglutida, semaglutida ou tirzepatida, todas as chamadas canetas emagrecedoras são classificadas como produtos de tarja vermelha. A exigência de receita vale para qualquer indicação terapêutica, seja para o controle do diabetes tipo 2, para o tratamento da obesidade ou para outras finalidades aprovadas recentemente em bula.
Histórico de irregularidades no setor
Esta não é a primeira vez que o órgão regulador barra campanhas publicitárias de medicamentos dessa categoria. Em maio deste ano, a agência já havia adotado uma postura semelhante em relação ao Olire e ao Lirux, que são canetas à base de liraglutida fabricadas pelo laboratório EMS.
Naquela oportunidade, as autoridades apontaram que a propaganda irregular ocorria desde o lançamento dos produtos, em 2025. Um dos episódios de maior repercussão envolveu uma ação publicitária de aproximadamente 12 minutos exibida pelo programa Pânico na TV, da emissora Jovem Pan, no mês de dezembro. A fiscalização segue atuante para coibir práticas que desrespeitem as normas de comercialização e divulgação de fármacos no país.










