As entrevistas concedidas pelos presidenciáveis Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) à TV Globo passaram por um levantamento detalhado para identificar quais vocábulos dominaram o discurso de cada um dos concorrentes ao segundo turno do Palácio do Planalto.
Metodologia da análise de discurso
A apuração examinou as transcrições das conversas conduzidas pela jornalista Renata Lo Prete na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17). Para assegurar a precisão do estudo sobre o desempenho dos políticos, o cálculo excluiu conectivos gramaticais e desconsiderou menções ao nome da própria condutora da sabatina.
Vocabulário recorrente do candidato petista
Durante sua participação, que ocorreu na quinta-feira (15), o representante do Partido dos Trabalhadores priorizou determinadas expressões temáticas ao longo de suas respostas sobre a gestão pública e o cenário nacional.
Os termos mais falados por Lula foram: • Brasil: 29 vezes • Pessoas: 27 vezes • País: 19 vezes • Dívida: 19 vezes • Economia: 19 vezes • Ministro: 18 vezes • Importante: 14 vezes • Suprema Corte: 13 vezes • Governo: 11 vezes • Problema: 11 vezes
Em sua sabatina, o petista abordou temas espinhosos, como a defesa da redução da maioridade penal para adolescentes de 16 anos envolvidos em crimes hediondos, a necessidade de apuração sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e a assunção de responsabilidade pelos obstáculos enfrentados por sua administração.
Foco estratégico do candidato do PL
Já o concorrente do Partido Liberal, sabatinado na sexta-feira (17), direcionou seu discurso para outros eixos temáticos, refletindo a tônica de sua campanha eleitoral voltada para a máquina estatal e embates políticos.
As palavras mais faladas por Flávio Bolsonaro foram: • Brasil: 35 vezes • Governo: 32 vezes • Lula: 31 vezes • Presidente: 30 vezes • Bolsonaro: 22 vezes • República: 17 vezes • Reais: 16 vezes • Poder: 15 vezes • Trabalhar: 11 vezes • Segurança: 11 vezes
Durante a arguição, o postulante liberal assumiu compromissos perante o eleitorado, prometendo a preservação do fim da escala de trabalho 6×1 — medida avalizada pelo Senado no decorrer da semana —, declarando a intenção de exercer apenas um mandato à frente da Presidência da República e admitindo surpresa com a detenção de aliados próximos em território fluminense.










