A Justiça Eleitoral alterou o endereço de votação de 4.352 seções para o segundo turno do pleito, agendado para o próximo domingo, 25 de outubro. O montante representa 0,87% do total de 499.248 locais de votação distribuídos por todo o território nacional.
Motivos para a alteração de endereços
Conforme esclarecimentos do Tribunal Superior Eleitoral, as modificações decorrem de fatores como tempestades severas, reparos emergenciais em imóveis, falhas no fornecimento de energia e deficiências na acessibilidade dos prédios. Em cenários onde estruturas sofreram danos, as seções foram realocadas preventivamente para construções vizinhas consideradas mais seguras.
Estados com maior volume de mudanças
Os dados oficiais revelam que as trocas de endereço se concentraram nas regiões com os maiores colégios eleitorais do país. O estado de São Paulo lidera com 982 seções remanejadas, seguido por Minas Gerais com 514, Rio de Janeiro com 431 e Bahia com 312 alterações registradas.
O órgão ressalta que a redistribuição dos espaços não representa redução na quantidade total de locais de votação nem causa prejuízos ao exercício da cidadania. Entre os episódios climáticos que motivaram as trocas, destaca-se o caso de Confresa, no Mato Grosso, onde fortes temporais comprometeram o telhado e a estrutura de uma escola municipal nos dias 9 e 10 de outubro, exigindo a interdição imediata do prédio com base em um laudo de engenharia.
Como verificar onde votar
A responsabilidade por definir as mudanças não é do TSE, mas sim de cada zona eleitoral, que avalia a infraestrutura local. Para evitar transtornos no dia da votação, a recomendação é que todos os cidadãos verifiquem suas informações antecipadamente.
A consulta pode ser realizada de forma rápida por meio do aplicativo e-Título ou acessando a seção de Autoatendimento Eleitoral no site oficial do TSE. As atualizações feitas pelos cartórios refletem instantaneamente nessas plataformas digitais.
Monitoramento meteorológico e regras do pleito
Para gerenciar eventuais crises climáticas durante o período eleitoral, a presidência do tribunal instituiu a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. O grupo atua em parceria com o Inmet, Cemaden, Inpe, ANA, Defesa Civil e Forças Armadas para rastrear tempestades e desastres que possam comprometer zonas de votação.
O segundo turno acontece das 8h às 17h (horário de Brasília) e definirá a Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), além de disputas para o governo em seis estados e no Distrito Federal. Com menos cargos em votação, a expectativa da Justiça Eleitoral é de um processo mais ágil e com filas reduzidas.










