O uso de estatinas, o medicamento mais conhecido para controlar o colesterol alto, é capaz de diminuir em até 30% a probabilidade de eventos cardiovasculares severos — a exemplo de infarto e acidente vascular cerebral — entre indivíduos com 70 anos ou mais que não possuem enfermidades crônicas prévias.

Estudo com idosos na Austrália Esses dados derivam de uma investigação que acompanhou quase 10 mil idosos australianos ao longo de seis anos, com o intuito de avaliar os efeitos da medicação nessa população específica que ainda carecia de investigações aprofundadas. Os achados científicos ganharam espaço nas páginas da The New England Journal of Medicine e foram exibidos no congresso europeu de cardiologia.

“Com o envelhecimento populacional, cresceu a necessidade de compreendermos esse público. Agora preenchemos uma lacuna”, diz André Zimerman, cardiologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, a respeito do trabalho apresentado no congresso europeu de cardiologia.

Como prevenir e tratar o colesterol alto Por se tratar de uma condição que não apresenta sintomas aparentes, os especialistas recomendam a realização de exames periódicos para acompanhar o perfil lipídico. No combate ao problema, as medicações representam uma base importante, destacando-se o uso de estatinas e, de maneira mais recente, dos inibidores de PCSK9.

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Além do acompanhamento médico, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental. Práticas como o tabagismo e o consumo de álcool elevam perigosamente as chances de complicações nas artérias e no coração, além de prejudicarem o metabolismo lipídico.

Em contrapartida, a prática regular de exercícios físicos, englobando tanto modalidades aeróbicas quanto de força, contribui diretamente para elevar o colesterol bom (HDL) e reduzir o colesterol ruim (LDL). No aspecto nutricional, a recomendação é investir em alimentos ricos em fibras e cortar os ultraprocessados, que costumam carregar altos teores de açúcar e gorduras.