Com 75 votos a favor e apenas um contrário, o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que encerra a rotina de seis dias de trabalho para um de descanso no país. A medida garante que os funcionários passem a ter duas folgas semanais remuneradas, sem nenhuma redução nos vencimentos atuais.
Impactos na rotina e oposição política A iniciativa recebeu amplo apoio governista e da oposição, registrando divergência apenas do senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão. Especialistas e profissionais de saúde apontavam há tempos os prejuízos físicos e mentais da antiga rotina, marcada por ocorrências de burnout, estresse e elevação de acidentes laborais decorrentes da exaustão.
O que dizem os dados do Instituto Locomotiva Um estudo recente conduzido em âmbito nacional revelou que a população sente fortemente os efeitos negativos desse modelo. Na consulta, 78% dos entrevistados declararam que “é difícil conseguir descansar de verdade trabalhando em escala 6×1″, enquanto 71% afirmaram que o formato “dificulta manter hábitos saudáveis“.
Outros dados expressivos demonstraram que 85% dos cidadãos acreditam que “muitas pessoas sacrificam saúde e lazer para manter renda”. Além disso, para 81% dos participantes, o descanso virou “um privilégio que muitos trabalhadores não têm”, pensamento presente tanto entre eleitores progressistas quanto conservadores.
Cronograma e regras para a transição A implementação ocorrerá de maneira gradual após a promulgação da emenda constitucional. Em até 60 dias, o modelo 5×2 entra em vigor com a diminuição da carga horária semanal de 44 para 42 horas.
Posteriormente, em um prazo de até 12 meses após essa primeira etapa, o limite de trabalho semanal cairá para 40 horas, preservando integralmente os salários pagos aos colaboradores. As companhias precisarão adaptar suas estruturas por meio de remanejamentos, novas contratações ou horas extras, enquanto regulamentações específicas para setores como plantões hospitalares ainda devem ser detalhadas.










