Durante manifestação favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na terça-feira (13.out.2026) no Largo da Batata, em São Paulo, o ator João Guilherme discursou em prol da mobilização cívica e defendeu que a esperança da população não pode ser silenciada.

Defesa da democracia e apelo à juventude

Ao discursar junto ao deputado federal eleito Guilherme Cortez (Psol-SP), o artista destacou o clima de apreensão e confiança que marcou o encontro popular. “A gente tá aqui hoje, eu acho, num misto de esperança e de medo. Isso tá unindo todo mundo aqui. E eu me nego, me nego, me nego a viver num país onde esperança significa ingenuidade”, declarou.

Na sequência de sua fala, o filho do cantor sertanejo Leonardo enfatizou a urgência de superar o debate restrito entre correntes partidárias, priorizando a estabilidade institucional e os direitos básicos dos cidadãos. “A gente tá aqui hoje pela democracia, não é a direita, não é a esquerda apenas. É sobre democracia. E democracia tem que parar de ser só uma palavra bonita”, afirmou.

João Guilherme destacou também seu intuito de utilizar o alcance nas redes sociais para incentivar a reflexão crítica entre as novas gerações. De acordo com o influenciador, investir em educação e facilitar a circulação de informações são caminhos essenciais para entender a realidade do país e assegurar a soberania nacional. Em seu perfil no Instagram, plataforma em que reúne 16,4 milhões de seguidores, o registro em vídeo do pronunciamento somava 1,3 milhão de visualizações e 21.000 compartilhamentos.

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Contraste com Leonardo e apoios na classe artística

O engajamento de João Guilherme destoa do rumo político adotado por seu pai. O cantor Leonardo indicou preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O episódio ocorreu em uma gravação veiculada pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), na qual o cantor foi abordado por uma pessoa que pedia uma mensagem a Lula, mas preferiu responder: “Alô, Flávio, um abraço para você”.

O parlamentar do PL enfrenta dificuldades para costurar adesões volumosas no setor cultural, limitando-se a manifestações pontuais, como a do cantor Amado Batista. Do outro lado da disputa, Lula já conta com um manifesto subscrito por mais de uma centena de intelectuais, produtores e artistas dedicados à sua campanha pela reeleição.