O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (10), durante ato de campanha em Natal (RN), que eventuais restrições orçamentárias propostas por seu opositor na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), atingirão diretamente iniciativas voltadas para a população de baixa renda.
Impacto em iniciativas essenciais Segundo o petista, medidas de contingenciamento fiscal afetarão recursos destinados a programas como o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida. Além disso, o candidato apontou que universidades e institutos federais também sofreriam com reduções de verbas.
“Ninguém que é contra o povo pobre, que quer fazer tesouraço para cortar dinheiro do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, do Farmácia Popular, dos institutos federais, do Pé-de-Meia, pode voltar a governar o país”, disse Lula.
Contexto dos programas sociais O Bolsa Família atua na transferência direta de renda para lares em situação de vulnerabilidade, enquanto o Farmácia Popular viabiliza a distribuição gratuita de remédios para enfermidades crônicas. O Pé-de-Meia funciona como uma poupança estudantil para barrar a evasão no ensino médio, e o Minha Casa, Minha Vida viabiliza o financiamento habitacional popular.
Contraponto da oposição Em manifestações públicas anteriores, o candidato do PL tem refutado as acusações de que planeja descontinuar auxílios sociais, argumentando que a contenção de gastos públicos ocorrerá por meio de uma reforma administrativa, corte de cargos comissionados e enxugamento da máquina estatal. Analistas econômicos, contudo, divergem sobre o volume real de economia que tais ações poderiam gerar.
Críticas simbólicas e apelo eleitoral Durante a caminhada realizada no bairro do Alecrim, zona leste da capital potiguar, o representante do PT ergueu e beijou o estandarte nacional, argumentando que o grupo político rival demonstra subserviência aos interesses norte-americanos. A capital do Rio Grande do Norte marcou a primeira parada oficial do petista fora do Distrito Federal após o início da nova etapa da corrida eleitoral.
Diante do cenário de abstenção registrado no último domingo (4), quando mais de 33 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas — o maior índice desde 1998, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, o candidato apelou para que seus apoiadores convençam os ausentes a participarem do pleito marcado para o dia 25 de outubro.










