Grande, muito doce e cheia de benefícios à saúde: é a amora-do-paquistão, mas também pode chamar de amora-gigante.

Uma versão menos comum dessa fruta vermelha famosa por suas propriedades antioxidantes, ela é visualmente inconfundível: encontrou uma amora atipicamente comprida? Provavelmente é essa espécie originária do Himalaia.

Parente bem próxima das amoras que você encontra no Brasil, ela oferece benefícios semelhantes à saúde. Conheça um pouco mais sobre essa variedade.

Benefícios da amora-do-paquistão

Pertencente à espécie Morus macroura, a amora-do-paquistão é uma rica fonte de fibras, vitaminas e minerais. Também conta com uma proporção relativamente alta de proteínas, atingindo cerca de 13% do próprio peso.

Por ser mais doce, ela pode ser uma opção saudável para inserir em sobremesas e usar menos açúcar refinado.

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O grande diferencial, porém, é a alta presença de antioxidantes, que ajudam a combater o estresse oxidativo e reduzir o risco de uma série de problemas crônicos de saúde e associados ao envelhecimento. A lista de compostos benéficos inclui a vitamina C.

Como ocorre com outra frutinha do gênero Morus, a amora miura, ela se destaca também pela presença de minerais como o ferro.

Embora o nutriente seja importante para combater a anemia ferropriva, não é possível obtê-lo em quantidades suficientes só pela amora-do-paquistão, que deve complementar uma dieta equilibrada com outras fontes do mineral.

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A frutinha também entrega boas doses de potássio, associado a um controle da pressão arterial, prevenção de câimbras e saúde óssea.

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Qual a diferença para a amora comum?

As principais diferenças da amora-do-paquistão estão sobretudo no seu formato (atingindo um tamanho impressionante que facilmente passa dos 10 centímetros) e no sabor – praticamente sem acidez, ela é considerada a “amora mais doce do mundo.”

Em termos nutricionais, as diferenças dependem bem mais das condições de cultivo do que da variedade em si. E também vale ter atenção ao que você considera uma “amora comum”: isso porque várias frutas de espécies diferentes acabam sendo chamadas de “amora” em língua portuguesa, ainda que taxonomicamente sejam distintas.

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A amora-do-paquistão é uma das espécies do gênero Morus, o mesmo da amora miura (a Morus nigra), muito encontrada no país. Mas aquelas mais presentes nos supermercados costumam ser amoras do gênero Rubus, como a amora-silvestre (Rubus fruticosus), e especialmente a amora-preta Tupy, cultivar desenvolvido pela Embrapa no final dos anos 1980 a partir de cruzamentos genéticos entre as Rubus trazidas dos Estados Unidos.

Até frutas que não são chamadas de amoras, como a framboesa (Rubus idaeus), podem ser parentes mais próximas da amora “brasileira”, a Tupy, do que a amora-do-paquistão.

Mas, em qualquer cenário, pode ficar tranquilo: a composição específica pode mudar, mas todas elas conservam o mesmo tesouro de antioxidantes típico das frutas vermelhas. Basta inseri-las em uma alimentação balanceada para aproveitar o máximo de benefícios!

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