A Receita Federal agendou para o próximo dia 15 de outubro o início dos testes do split payment, marcando o pontapé inicial para a integração técnica entre os Prestadores de Serviços de Pagamento (PSPs) e a Plataforma Pública.

Como funcionam os testes iniciais

Nesta primeira fase, as operações ocorrem em um ambiente simulado e totalmente controlado. O objetivo é assegurar que o processo não afete transações reais do dia a dia e nem aplique penalidades aos bancos e fintechs participantes.

A iniciativa busca justamente ajustar os sistemas, identificar falhas e garantir total estabilidade antes de lançar o modelo em definitivo.

O funcionamento do split payment

Instituído no contexto da regulamentação da Reforma Tributária, o split payment transforma a dinâmica de recolhimento de impostos no país:

No modelo atual: O consumidor paga, a empresa recebe o valor total da venda e, só depois de calcular o imposto, repassa a parte devida ao governo.

No novo modelo: O sistema de pagamento separa o imposto automaticamente no exato momento da compra, enviando o tributo direto para o cofre público e a receita líquida para o vendedor.

Essa automação traz mais eficiência e segurança para o mercado financeiro. Para o cliente final, nada muda na hora de passar o cartão ou fazer um Pix — toda a transformação ocorre nos bastidores das redes bancárias.

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Cronograma de inscrições para as instituições

As organizações do setor financeiro que desejam participar devem seguir prazos específicos. Para garantir vaga na primeira fase de adesão prioritária, a empresa precisa procurar a sua associação representativa até o final do dia 2 de outubro. A fim de formalizar a indicação junto à Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF).

Quem perder esse prazo inicial poderá ingressar na segunda fase, cujos formulários e orientações ficam disponíveis a partir de 13 de novembro de 2026.

Nesse momento, a partir do dia 16 de novembro, as empresas efetuam a inscrição diretamente com a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS (RFB/CGIBS), sem a necessidade de intermediários.

Garanta a participação da sua instituição na fase inicial para testar suas redes com antecedência e adequar seus sistemas à nova realidade tributária do Brasil.