Com um ritmo de crescimento de 1,1 milhão de novos idosos anualmente, o Brasil já contabiliza 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2024.

A realidade do envelhecimento no país

Diante desse cenário demográfico, o Ministério da Saúde ressalta que “o envelhecimento populacional é uma realidade concreta e irreversível”. O grande desafio contemporâneo não reside apenas em estender a expectativa de vida, mas em garantir qualidade de vida nos aspectos físico, psíquico e cognitivo.

Para aprofundar essa discussão, a neuropsicóloga Sharon Sanz Simon e a psicóloga Ilana Pinsky uniram forças na obra Longevidade Hoje: O Que A Neurociência e a Psicologia Falam Sobre Envelhecer Bem Em Qualquer Idade, lançada pela Fósforo Editora. Durante uma entrevista recente, as especialistas debateram pilares fundamentais para a maturidade, como a criação de novos propósitos, o combate ao isolamento social e a ampliação do acesso aos serviços de saúde.

A importância de se reinventar

Ressaltando que a busca por novos horizontes não tem prazo de validade, Pinsky reforça uma mensagem essencial: “Sempre dá para a gente reinventar um projeto de vida”. Para a autora, mitos que limitam a capacidade de reinvenção na velhice precisam ser combatidos urgentemente.

Leia também

Políticas públicas para a saúde

Além da esfera psicológica, a adoção de rotinas equilibradas, que incluem atividade física regular e uma alimentação nutritiva, traz benefícios em qualquer fase da existência. Nesse contexto, Simon destaca um ponto crucial: “As recomendações de estilo de vida precisam estar no plano da política pública, porque elas têm que ser para todo mundo”.