Os eleitores dos Estados Unidos participam nesta terça-feira (3) das chamadas midterms, as eleições de meio de mandato que ocorrem exatamente na metade do período presidencial. O pleito funciona como um termômetro popular da gestão vigente: quanto mais alta a aprovação do chefe de Estado, maiores são as chances de assegurar maioria no Congresso e emplacar aliados nos governos estaduais.
O que está em disputa nas urnas americanas
Nesta rodada eleitoral, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados estão em jogo, além de 35 das 100 vagas disponíveis no Senado e 36 governos estaduais. Atualmente, o Partido Republicano, legenda de Donald Trump, mantém o controle de ambas as casas legislativas por uma margem bastante estreita. Contudo, pesquisas recentes mostram o presidente com índices de popularidade historicamente baixos, abrindo espaço para que os democratas revertam esse cenário com uma vitória dupla.
Análise do cenário político internacional
Para debater os desdobramentos desse processo democrático, o programa recebeu especialistas em geopolítica internacional. O jornalista Guga Chacra, comentarista baseado em Nova York, participou para examinar o mapa eleitoral dos Estados Unidos e o peso da política externa adotada por Trump no comportamento do eleitorado. Na mesma linha, o historiador Filipe Figueiredo avaliou os diferentes desfechos possíveis para o Poder Legislativo americano e os reflexos dessas mudanças na ordem global.
Contexto e repercussão das midterms
O momento político é marcado por forte polarização e discursos inflamados. A menos de duas semanas do pleito, o presidente americano atacou duramente um candidato oposicionista ao Senado com a seguinte declaração: ‘Jihadista doentio e violento’. Além disso, o republicano fez alertas contundentes sobre o futuro econômico e institucional do país caso a oposição conquiste maioria no parlamento, afirmando que os EUA vão ‘queimar’ como a França se democratas vencerem midterms.
Enquanto analistas apontam que republicanos tentam se descolar de Trump antes das midterms, autoridades locais expressam preocupação com a integridade do processo e possíveis contestações. Questionado sobre a lisura do pleito, o mandatário declarou recentemente que vai respeitar resultado das midterms nos EUA ‘se votação for honesta’.










