Aos 17 anos, os primeiros sinais da doença autoimune começaram a se manifestar por meio de fortes dores nas articulações. Na época, os sintomas eram confundidos com tendinite ou associados à fase de crescimento, um cenário comum em sua família, onde parentes frequentemente se queixavam de dores pelo corpo atribuídas ao “reumatismo”.

O impacto da doença na juventude

Com o passar do tempo, o quadro evoluiu até que a paciente sofreu uma perda severa de mobilidade. “Não conseguia andar nem me levantar”, relembra. Exames de sangue revelaram uma queda brusca nas plaquetas, culminando no diagnóstico da enfermidade em 2001, após avaliações com hematologistas e reumatologistas.

Naquele período, a rotina já era intensa: aos 16 anos ela havia dado à luz, trabalhava como professora de matemática e cursava a faculdade pela manhã. A fadiga e o desgaste emocional tornaram o início da jornada extremamente desafiador. Durante as esperas no consultório, ela comparava sua situação com a de outros pacientes e pensava que morreria, sem enxergar perspectiva de normalidade.

Ataque renal silencioso e nova gestação

Em 2004, exames de rotina no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo revelaram a nefrite lúpica, uma complicação que ataca os rins. A condição foi totalmente assintomática, mas a persistência das dores articulares garantiu a investigação médica necessária. Foram 15 dias de internação até a estabilização renal, dando início a um rigoroso acompanhamento com a médica Nafice.

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Anos mais tarde, em 2014, veio a surpresa de uma nova gravidez aos 31 anos. Ciente de que a gestação seria de alto risco devido ao histórico de lúpus, ela contou com suporte multidisciplinar do HSPE, realizando consultas semanais que garantiram a segurança de mãe e bebê.

Rotina de cuidados e bem-estar

Com 25 anos de convivência com a enfermidade, o organismo rejeitou diversos medicamentos ao longo do tempo, exigindo disciplina extrema. Hoje, a prevenção inclui uso diário de protetor solar, exames periódicos e controle rigoroso do estresse. Embora momentos de apreensão ainda surjam antes dos resultados de exames, a rotina é mantida com leveza e positividade para preservar a qualidade de vida.