WASHINGTON — A pena capital imposta ao ex-psiquiatra do Exército Nidal Hasan não será veiculada em rede nacional, conforme confirmou o presidente dos EUA, Donald Trump. A decisão ocorre em meio a debates públicos sobre o assunto, embora parentes diretos dos prejudicados tenham a opção de acompanhar o desfecho presencialmente.
Contexto da decisão presidencial Apesar de ter defendido publicamente a exposição do ato, o chefe de Estado americano ponderou sobre a sensibilidade do tema diante de conselhos recebidos.
‘Acredito que transmitir a execução para que todos vissem poderia ter servido como um forte elemento de dissuasão, permitindo ao mundo testemunhar como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan, mas muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer — seja por meio de uma transmissão ao vivo ou de qualquer outro recurso visual’, escreveu Trump.
O cronograma da pena segue inalterado, e o pelotão de fuzilamento permanece responsável pelo procedimento agendado para o início de dezembro.
‘Ele morrerá, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido ao vivo. Dito isso, a execução poderá ser acompanhada presencialmente pelos familiares diretos das vítimas, caso assim desejem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!’, declarou o líder da Casa Branca.
Pressão política e o histórico do crime A repercussão negativa em torno da ideia inicial partiu de diversos setores da sociedade e da política norte-americana. Membros do partido republicano, lideranças religiosas e entidades internacionais manifestaram oposição ao plano inicial formulado pelo Pentágono.
Levantamentos estatísticos recentes também demonstraram que a maior parte da população reprovava a exibição pública do evento.
O autor dos disparos, Hasan, foi responsabilizado criminalmente por um tribunal militar devido ao ataque armado que vitimou 13 pessoas no ano de 2009 na base militar de Fort Hood, localizada no estado do Texas.










