Os papéis da construtora e incorporadora Direcional registraram forte baixa na abertura do pregão, operando entre as piores quedas do Ibovespa. O movimento negativo foi impulsionado pela divulgação da prévia operacional referente ao terceiro trimestre, que apontou retr tanto nas vendas quanto no volume de lançamentos da companhia.
Desempenho na bolsa e dados operacionais
Por volta das 11h00, os ativos DIRR3 despencavam 4,03%, cotados a R$ 11,21, liderando as perdas do índice acionário brasileiro, que no mesmo horário apresentava recuo de 0,85%. Com esse resultado, a desvalorização acumulada pela construtora ao longo do ano ultrapassa a marca de 20%.
De acordo com os dados informados pelo grupo na véspera, as vendas líquidas contratadas somaram R$ 1,05 bilhão entre julho e setembro, o que representa um tombou de 27% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O cenário foi ainda mais desafiador para os novos empreendimentos: os lançamentos despencaram 45,7%, totalizando R$ 1,1 bilhão. Apesar da retração nestes indicadores, a empresa voltada ao segmento econômico reportou uma geração de caixa operacional de R$ 228 milhões no intervalo.
Análise de mercado e fatores externos
Em relatório enviado a clientes, especialistas do Itaú BBA apontaram que o balanço operacional veio abaixo das expectativas. Conforme apontaram Elvis Credendio e equipe, o volume de lançamentos ficou 50% menor do que o projetado, enquanto as vendas sofreram forte pressão devido ao aumento no volume de distratos e cancelamentos.
Os analistas também pontuaram que o cenário adverso foi agravado por restrições mais duras impostas pela Caixa Econômica Federal nas regras de crédito imobiliário, além dos reflexos negativos provocados por paralisações e greves. ‘Acreditamos que os resultados do terceiro trimestre foram parcialmente afetados por fatores pontuais, e que o ritmo das vendas deve se estabilizar em níveis mais saudáveis daqui para frente’, avaliaram os especialistas na nota.
Impacto no setor imobiliário
O movimento de desaquecimento não ficou restrito à Direcional. Outras incorporadoras do mercado brasileiro que divulgaram seus dados financeiros e operacionais do terceiro trimestre — a exemplo de Cyrela e Melnick — seguiram a mesma trajetória de baixa em relação ao mesmo período de 2025.
Refletindo esse cenário setorial adverso, o comportamento das construtoras no pregão permaneceu dividido, com destaque negativo para a queda de 4,7% registrada nos papéis da Melnick.










