O primeiro levantamento da Quaest realizado no Espírito Santo após a definição do segundo turno mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente na corrida pela Presidência da República, somando 51% das intenções de voto contra 38% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cenário estimulado e consolidação do eleitorado
Na sondagem estimulada, modelo em que os nomes dos concorrentes são apresentados previamente aos entrevistados, os votos em branco, nulos ou a opção por nenhum candidato alcançaram 6%. Outros 5% dos participantes afirmaram não saber em quem votar.
O estudo também indica um alto índice de cristalização das preferências políticas no estado capixaba: 94% dos eleitores declararam que a sua escolha é definitiva. Por outro lado, apenas 6% admitiram que ainda podem alterar o voto até o dia da votação.
Quadro na consulta espontânea
No levantamento espontâneo, quando o entrevistado responde sem o auxílio de uma cartela com os nomes dos postulantes ao Palácio do Planalto, a vantagem do candidato do PL se mantém similar:
- Flávio Bolsonaro (PL): 50%
- Lula (PT): 35%
- Branco/nulo/nenhum: 2%
- Indecisos (não sabem): 13%
Aprovação do governo federal no Espírito Santo
A pesquisa também avaliou a percepção dos capixabas em relação à atual gestão petista. A desaprovação ao governo Lula recuou ligeiramente dentro da margem de erro, passando de 54% para 53%. Já a taxa de aprovação subiu de 38% para 42%. Aqueles que não souberam ou preferiram não opinar somam 5%, ante 8% na edição anterior.
Dados técnicos e cenário estadual
A amostragem da Quaest foi realizada entre os dias 10 e 13 de outubro, ouvindo presencialmente 1.098 eleitores a partir dos 16 anos. O nível de confiança estabelecido é de 95%, com margem de erro estimada em três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro protocolado na Justiça Eleitoral possui o código BR-01973/2026.
O segundo turno das eleições está marcado para 25 de outubro. Além do pleito nacional, os capixabas voltam às urnas no mesmo dia para escolher o novo governador, em disputa polarizada entre Lorenzo Pazolini (Podemos) e Ricardo Ferraço (MDB).










