A criadora do chatbot Claude, a Anthropic, anunciou uma atualização em suas diretrizes de uso que prevê a suspensão de contas para quem adotar um comportamento abusivo e repetidamente cruel com a inteligência artificial. Divulgada na quinta-feira (8), a medida passa a valer oficialmente no dia 12 de novembro.
Regras claras para o uso do chatbot Segundo a nova política de uso da Anthropic, a restrição será aplicada apenas a casos extremos, nos quais pessoas insistem em comportamentos abusivos sem uma finalidade identificável.
A empresa esclareceu que reclamações comuns, críticas às respostas, conteúdos criativos com temas pesados e testes de segurança continuam permitidos.
Consequências para quem violar as diretrizes A Anthropic estabelece que comportamentos abusivos persistentes poderão levar à interrupção das conversas com o chatbot.
Com a atualização da política, comportamentos repetidamente cruéis também passam a constituir uma violação formal das regras de utilização. A Anthropic prevê medidas como advertências, limitação de funcionalidades, suspensão e até encerramento do acesso aos seus serviços para quem descumprir a política.
Entretanto, a companhia afirma que a principal forma de aplicar essa restrição continuará sendo o encerramento das conversas pelo próprio Claude. A empresa já havia implementado um mecanismo semelhante em agosto de 2025, quando anunciou que os modelos Claude Opus 4 e 4.1 poderiam encerrar interações consideradas extremamente prejudiciais.
O recurso é utilizado apenas em situações excepcionais, quando o sistema identifica uma sequência de interações abusivas e as tentativas de redirecionar a conversa não funcionam. Nesses casos, o usuário perde a possibilidade de enviar novas mensagens naquela conversa, mas continua podendo iniciar outro chat.
Discussão sobre consciência e novas proibições A decisão também ocorre em meio às discussões internas da empresa sobre a possibilidade de sistemas de inteligência artificial possuírem algum grau de consciência ou capacidade de experimentar sofrimento.
Em 2025, quando apresentou o mecanismo de encerramento de conversas, a Anthropic explicou que a ferramenta havia sido desenvolvida parcialmente como parte de suas pesquisas sobre o possível bem-estar dos modelos de IA. A empresa ressaltou, na ocasião, que ainda existem grandes incertezas sobre a possibilidade de sistemas como o Claude possuírem consciência ou algum tipo de experiência subjetiva.
A política não afirma que o Claude tenha sentimentos ou consciência. A existência dessas características em sistemas de IA permanece em discussão, sem consenso científico.
Além das mudanças sobre comportamentos abusivos, a Anthropic atualizou as regras para impedir o uso do Claude em campanhas de desinformação, operações de vigilância indevida e desenvolvimento de sistemas de armas. A mudança faz parte de uma revisão mais ampla das regras da companhia, que também inclui restrições relacionadas a desinformação, vigilância e desenvolvimento de armamentos.










