O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), declarou nesta quarta-feira (7.out.2026) que vai apoiar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, embora faça questão de manter sua autonomia política.
Posicionamento na Rocinha Durante ato de campanha realizado na comunidade da Rocinha, na zona sul da capital fluminense, o político do PSD detalhou sua relação com o atual chefe do Executivo federal e os eleitores que transitam por diferentes correntes partidárias.
“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse. Eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, disse.
Avaliação do cenário eleitoral e críticas Paes descartou qualquer atrito pessoal com o petista, mas atribuiu o desempenho desfavorável de Lula no Rio de Janeiro — onde Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 53,01% dos votos válidos contra 39,41% do atual presidente — a falhas na condução política regional, especialmente na Baixada Fluminense.
“Ele fez R$ 20 bilhões de investimentos e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada. Eu acho que faltou política aqui no Estado do Rio de Janeiro. Comigo não, me ajudou para caramba, demais. Eu passei 4 anos no governo do Lula reconhecendo isso […]. Agora, se deu R$ 20 bilhões para a Baixada e articulação… Eu não era prefeito da Baixada”, declarou.
Contexto da votação fluminense A vantagem obtida pelo candidato do PL no território fluminense superou a marca registrada no pleito presidencial de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) contabilizou 51,09% dos sufrágios frente a 40,68% conquistados pelo petista, evidenciando o desafio histórico da esquerda na conquista do eleitorado local.










