O dentista Carlos Boulos, de 80 anos e tio do político Guilherme Boulos (Psol-SP), faleceu na madrugada desta terça-feira (6.out.2026) no Hospital das Clínicas, situado em São Paulo. O idoso estava internado desde o último sábado (3.out), data em que sofreu um atropelamento na avenida 23 de Maio, localizada na região central da capital paulista.

Dinâmica da discussão e investigação

De acordo com relatos policiais, a tragédia ocorreu após uma discussão no trânsito, momento em que Carlos desembarcou de seu automóvel. O motorista que vinha logo atrás avançou com o veículo, fazendo com que a vítima caísse, batesse a cabeça e sofresse graves ferimentos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o condutor fugiu inicialmente do local do acidente, mas depois se apresentou à Polícia Civil para prestar depoimento. O suspeito não foi preso em flagrante devido à restrição que proíbe prisões de eleitores nas 48 horas seguintes ao pleito eleitoral. A investigação do caso está sob a responsabilidade do 5º Distrito Policial (Aclimação).

Posicionamento da defesa do motorista

O condutor foi indiciado por homicídio doloso e é representado pelo advogado Natan Tolintino. O motorista, chamado Amilton e com 61 anos de idade, argumentou às autoridades que tentou escapar do local porque se sentia ameaçado e desejava garantir a segurança de seus familiares.

A defesa sustenta que ele não teve intenção de atingir Carlos e que os depoimentos dos familiares do motorista corroborariam essa versão.

Eis a íntegra da nota da defesa:

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“A defesa sustenta que Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor. Essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares. A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação”.

Eis a íntegra da nota da SSP:

“O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação). A Polícia Civil identificou o autor, que prestou depoimento e foi indiciado por homicídio doloso. A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário”.

Até o momento, Guilherme Boulos não se pronunciou publicamente sobre o falecimento do tio. O político havia se licenciado da Secretaria Geral da Presidência no final de setembro para se dedicar à campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).