O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou como “oportunista e eleitoreira” a análise da proposta que extingue a jornada de trabalho de 6×1 no Senado Federal, criticando o timing da discussão durante o período eleitoral. A declaração foi dada nesta 3ª feira (6.out.2026), data em que o parlamentar também cumpriu agenda com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
Questões sobre a tramitação da pauta Durante conversa com profissionais da imprensa, o senador questionou os motivos para a urgência do tema na Casa Legislativa e cobrou maior profundidade no debate econômico e social.
“É bom lembrar que o PT há 18 anos governa o país, 14 anos antes e 4 anos depois. Por que agora? Por que nesse momento? Por que esse súbito despertar? E por que a discussão não acontece com a profundidade, com a racionalidade que essa discussão exige?”, declarou em entrevista a jornalistas.
Detalhes da tramitação no Congresso A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) teve início nos debates do plenário do Senado nesta 3ª feira (6.out), após já ter passado pelo crivo da Câmara dos Deputados em maio. O texto prevê a redução da carga horária semanal máxima de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de folga aos trabalhadores sem que haja impacto negativo nos salários.
Para avançar, o texto regulamentar precisa cumprir o trâmite de cinco sessões de debates antes de encarar o primeiro turno de votação na Casa Alta, prazo que pode sofrer abreviação mediante consenso entre os líderes partidários. O aval definitivo exige um quórum qualificado de, no mínimo, 49 votos favoráveis divididos em dois turnos distintos.
Posicionamento do governo e oposições A base governista tentou imprimir ritmo acelerado à matéria para assegurar a aprovação antes do segundo turno da disputa presidencial. No entanto, a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou em declaração na 2ª feira (5.out) que a votação deve ficar para outro momento, visto que o resultado das urnas no primeiro turno gerou incertezas sobre o apoio político necessário para a tramitação expressa.
Enquanto a mudança na jornada serve como estandarte para a campanha de reeleição do presidente Lula, a oposição liderada pelo PL aposta em um modelo alternativo que priorize a livre negociação direta entre patrões e empregados sobre as condições e os horários de labor.










