Pesquisa exclusiva realizada com 1,5 mil pessoas em todo o país revela que a situação financeira prejudica o equilíbrio emocional de 87% dos brasileiros, criando um cenário de ansiedade generalizada ligada ao controle do orçamento.

H2: As principais fontes de angústia financeira O levantamento identificou que o atraso no pagamento de contas e a dificuldade de guardar dinheiro lideram as preocupações, afetando 37% dos participantes. Logo depois aparecem o temor de gastos imprevistos (33%), o aumento das dívidas (31%) e a necessidade de empréstimos (29%).

“Vimos com esses dados o quanto o dinheiro vem afetando a vida das pessoas e, para além disso, o quanto elas abrem mão de coisas importantes por sua falta”, comenta Mariana Beer, diretora de marketing da 99pay e uma das envolvidas na pesquisa.

“O dinheiro não termina em si mesmo. E a pesquisa mostra como as questões financeiras vão além da gestão do dia a dia”, completa.

H3: Impactos imprevistos e reações emocionais Quando confrontados com despesas surpresa, 46% dos entrevistados sentem ansiedade imediata, seguida por frustração (40%) e insegurança (33%).

“Dinheiro mexe com segurança, com pertencimento e com a imagem que a pessoa tem de si. Por isso, a preocupação financeira raramente fica só nas contas”, comenta Maria Manso, psicóloga e planejadora financeira, autora do livro “Não é falha sua”.

A especialista aponta que a falta de controle gera insônia, irritabilidade e vergonha, afastando o indivíduo do suporte necessário.

“A vergonha faz a pessoa evitar o assunto. Ela não abre o extrato, não olha a fatura, não conta para ninguém. Mas, quanto mais evita, mais o problema cresce, e isso alimenta a ansiedade. Vira um ciclo”, explica.

H2: Prejuízos na saúde e na rotina O estresse econômico compromete o autocuidado: quase um terço perde noites de sono ou abandona estudos, enquanto 24% adiam consultas médicas e 15% deixam de buscar terapia.

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Nas classes D e E, 48% relatam forte abalo emocional, contrastando com os 26% da classe A. Esse peso também varia geracionalmente: 72% da Geração Z sentem impactos moderados ou intensos, índice superior ao de Millennials, Geração X e Boomers.

“Cada geração carrega o medo do seu momento: a mais jovem teme não conseguir começar, a mais velha teme não conseguir se recuperar diante de um imprevisto”, comenta Manso.

H2: Como buscar mais tranquilidade Para 57% dos entrevistados, ter uma reserva financeira traria mais paz, enquanto 56% valorizam fazer o dinheiro render. Diante das dificuldades, Manso recomenda quatro passos: acolher os sentimentos, encarar os números, focar no que é resolvido no presente e não enfrentar o problema sozinho.

Por fim, a especialista reforça que a inteligência emocional possui limites diante de cenários de desigualdade profunda.

“Existe um limite. Ninguém regula as emoções para fora de uma renda que não fecha o mês”, diz Manso.