O setor externo brasileiro apresentou um superávit comercial de US$ 7,7 bilhões no mês de setembro, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse indicador financeiro representa a diferença positiva quando o volume de vendas para o exterior supera as compras de mercadorias estrangeiras.
Desempenho das exportações e importações O saldo positivo representou um avanço expressivo de 146,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado positivo havia ficado em US$ 3,1 bilhões. Durante o mês analisado, as exportações brasileiras totalizaram US$ 34,4 bilhões, registrando um crescimento de 12,9%. Em sentido opuesto, as importações somaram US$ 26,7 bilhões, o que representou uma retração de 2,4%.
Destaques na pauta exportadora Entre os itens que lideraram as vendas externas do país, os óleos brutos de petróleo alcançaram US$ 2,83 bilhões, com alta de 77,3%. As vendas de soja somaram US$ 0,37 bilhão, alta de 11,9%, enquanto o café não torrado atingiu US$ 0,10 bilhão, com acréscimo de 8,7%. O segmento de centeio, aveia e outros cereais não moídos também chamou atenção ao registrar US$ 0,13 bilhão, com alta expressiva de 31.239,5%.
Principais mercados parceiros Na relação com os Estados Unidos, o país registrou resultados tanto nas vendas, que atingiram US$ 3,5 bilhões, quanto nas compras, que somaram US$ 4,4 bilhões. No cenário global, a China liderou os destinos com US$ 7,89 bilhões, apesar de uma queda de 7,6% puxada pela carne bovina. A União Europeia se destacou com US$ 5,8 bilhões e alta de 46,4%. Outros blocos e nações registraram variações, como o Mercosul com US$ 2,081 bilhões, Asean com US$ 2,302 bilhões, África com US$ 1,405 bilhão, Oriente Médio com US$ 1,640 bilhão e o México com US$ 902 milhões.
Acumulado do ano e projeções Considerando os nove primeiros meses, a balança comercial brasileira acumulou um saldo positivo de US$ 62,4 bilhões. As vendas externas somaram US$ 284,65 bilhões, alta de 10,4%, enquanto as aquisições do exterior alcançaram US$ 222,26 bilhões, avanço de 5% pela média diária. Diante desse cenário, o MDIC revisou para baixo a estimativa anual, projetando que o fluxo comercial feche o ano com um superávit de US$ 84,4 bilhões, abaixo dos US$ 90 bilhões estimados anteriormente.










