O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP) alcançou um marco inédito na política nacional ao se consolidar como o senador mais votado da história do Brasil em números absolutos. O pleito ocorreu no domingo (4.out.2026), quando o político conquistou 13.273.880 votos pelos eleitores paulistas, montante que representa 30,59% dos votos válidos.

Superação de recordes anteriores

A marca histórica que antes pertencia a Aloysio Nunes Ferreira foi batida com folga. Em 2010, Aloysio havia sido eleito pelo PSDB no mesmo estado com 11.189.168 votos, o equivalente a 30,42% dos válidos. Com o novo resultado, Derrite superou o antigo recorde por uma diferença de 2.084.712 votos.

Desempenho dos demais candidatos

A disputa em São Paulo também registrou outra votação expressiva com André do Prado (PL), que garantiu a segunda vaga ao atingir 12.703.089 votos, ou seja, 29,28% dos válidos, ficando igualmente acima da antiga marca de 2010.

Enquanto isso, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) alcançaram as posições seguintes, registrando 19,23% e 18,12% dos votos válidos, respectivamente, mas acabaram ficando sem as cadeiras no parlamento.

Nova configuração no Congresso

Os vitoriosos Derrite e André do Prado assumem os postos hoje ocupados por Giordano (Podemos) — que assumiu como suplente após o falecimento de Major Olímpio em 2021 — e por Mara Gabrilli (PSD). Vale destacar que nenhum dos dois parlamentares anteriores tentou a reeleição, ao passo que Marcos Pontes permanece como o terceiro representante paulista no Senado com mandato até 2031.

Leia também

Trajetoria do novo senador

Aos 41 anos, Guilherme Muraro Derrite construiu trajetória como deputado federal desde 2019 e atuou como secretário da Segurança Pública na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre janeiro de 2023 e novembro de 2025. Ele se desligou da função governamental para assumir a relatoria do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado na Câmara.

Antes da vida pública, integrou a Polícia Militar paulista entre 2003 e 2018, alcançando o posto de capitão. Sua trajetória na corporação inclui passagens pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) de 2010 a 2013 e o comando de um pelotão da Força Tática do 49º Batalhão da PM Metropolitana. Academicamente, formou-se em ciências sociais e segurança pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, além de graduação e pós-graduação em direito pela Universidade Cruzeiro do Sul.