Embora apresentem formas distintas de registro na urna eletrônica, o voto branco e o voto nulo compartilham exatamente o mesmo destino durante a apuração oficial do pleito.

Como funciona o voto em branco

O conceito surgiu na época das cédulas de papel, quando o cidadão depositava o documento sem assinalar nenhuma alternativa. Com a chegada da tecnologia de votação automatizada, a dinâmica mudou para simplificar o processo.

Para registrar essa preferência atualmente, o eleitor deve pressionar a tecla específica no teclado do equipamento e, logo em seguida, apertar o botão verde para confirmar a operação.

O significado do voto nulo

Por sua vez, anular a participação acontece quando o votante insere uma numeração inexistente, que não pertence a nenhuma legenda ou candidato registrado, e finaliza a ação.

Historicamente, a prática de invalidar cédulas gerou episódios folclóricos marcantes na política nacional. Nos anos 1950, o rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos em São Paulo. Na década de 1980, no Rio de Janeiro, foi a vez do macaco Tião ganhar notoriedade nas urnas.

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Apesar da votação expressiva, nenhum dos dois assumiu cargo político. Os votos foram considerados nulos e, portanto, não foram contabilizados para o resultado da eleição.

O impacto na apuração oficial

Para definir o resultado da eleição, a Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos — aqueles dados a candidatos ou partidos devidamente registrados para aquela disputa.

Portanto, essas manifestações do eleitorado funcionam apenas como um termômetro do comportamento cívico, servindo para registrar o descontentamento ou a indecisão de parte da população, sem alterar os rumos de quem assume o poder.