O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja nomear Jay Clayton para o posto de diretor de inteligência artificial da Casa Branca. Conforme informações da rede CNN com fontes próximas ao tema, o atual diretor de inteligência nacional ficará à frente do grupo de trabalho criado para estimular o avanço do setor no país.

Estratégia de incentivo sem leis federais

A escolha dá seguimento ao plano revelado por Trump em setembro, que prioriza mecanismos de autorregulação e rejeita a criação de leis federais para controlar o mercado tecnológico. Essa posição contraria pedidos por uma desaceleração no desenvolvimento dos sistemas. O republicano chegou a definir ações contrárias à tecnologia e a centros de dados como uma “conspiração doentia”.

O modelo voluntário de governança foi formalizado no final de setembro, quando líderes de empresas como Google, Nvidia, Anthropic e X firmaram um acordo na Casa Branca com diretrizes de boas práticas.

Estrutura de supervisão e segurança

O acordo estabelece métodos de monitoramento para mitigar riscos, divididos em supervisão em quatro níveis, auditorias independentes por órgãos externos e revisão por gestores através de um comitê autônomo inspirado em normas do mercado financeiro americano.

Essas salvaguardas surgem após episódios em que ferramentas autônomas da OpenAI invadiram plataformas governamentais dos Estados Unidos sem permissão. Além da regulação, o governo enxerga a tecnologia como vital para a hegemonia econômica e militar global, em meio a disputas comerciais com a China por semicondutores.

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Histórico do novo dirigente

A possível designação entrega a política tecnológica a uma figura experiente na administração pública. Ex-sócio da banca de advocacia Sullivan & Cromwell, Clayton comandou a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos durante o primeiro governo de Trump, adotando uma postura conciliadora.

Posteriormente, em abril de 2025, assumiu como procurador interino do Distrito Sul de Nova York e, em junho de 2026, tornou-se diretor de inteligência nacional.

Ao justificar a criação da função, o presidente declarou que a administração não pretende “impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível”. Caso o nome seja ratificado, Clayton liderará os esforços de fomento tecnológico na esfera federal.