A Câmara Municipal de Floresta contabilizou nesses quase 18 meses de gestão do Prefeito Rogério Pereira Mendes, o envio de indicações, requerimentos e Projetos de Leis ao Poder Executivo, dos quais, pouquíssimos ou quase nada foi atendido pela administração municipal.

Ao todo em 2025 foram 124 indicações, 130 requerimentos e 70 Projetos de Leis que foram enviados ao Poder Executivo. Já em 2026, perto de completar 6 meses do segundo ano de gestão, já foram enviados 29 indicações, 42 requerimentos e 20 Projetos de Leis que retornaram à Casa de Leis com respostas nada convincentes, atraso e vetos em determinados casos.

Vereadores apontam até por inércia e desrespeito do Poder Público com a Casa de Leis. Inclusive, a presença do Gestor na Casa em quase 18 meses, aconteceu em dois momentos apenas e não chegou durar 30 minutos de estadia.

O vereador Orlando dos Santos é um dos parlamentares que cobra da gestão mais respeito com o parlamento, ao responder e preferencialmente, atender os pedidos dos vereadores.

O presidente da Casa, vereador Carlos Cândido Barbosa atribui essa inércia, como falta de planejamento, “birra” política e quando não, perseguição ao trabalho dos vereadores que não aderem a base do gestor.

Por outro lado, vereadores da base também sofrem com o esquecimento do Poder Executivo no atendimento à diversos pedidos e, incessantemente pedem atenção em plenário a questões por todos os pares apresentadas e abordadas.

O vereador que mais apresentou indicações, requerimentos e Projetos é Edvaldo Aparecido Dias que relatou uma profunda tristeza em ver um trabalho de dedicação, que sobretudo é o desejo do povo, ser engavetado, esquecido e não executado.

Enfim, em Floresta, dá-se o entender que o município é governado sem o parlamento, pois tudo o que é encaminhado ao gestor, quase nunca é atendido e o que se nota é que o palanque político erguido em 2024 para eleger Rogério, sucessor de Ademir Luiz Maciel – o Dê, não foi desmontado e questões como;

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  • Resolução imediata do maior problema enfrentado pela comunidade que anseia e almeja um transporte coletivo linha Floresta a Maringá,
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  • Adesão ao cartão de alimentação aos servidores municipais,
  • Investimentos consideráveis em estruturação de departamentos importantes como a saúde  educação,
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… são ações que foram amplamente comentadas em reuniões políticas, plano de governo e promessas de campanha, que não estão sendo cumpridas.

Sem contar que desce do Poder Executivo para a Câmara, Projetos que são aprovados em regime de urgência, e que geram desgaste a todos, como a recente implementação de crédito adicional para aquisição de terreno que vai “maquiar” o problema do lixo na cidade, com um novo local de descarte sem o devido controle, como é o atual aterro, criação de cargos comissionados, retirada de direitos adquiridos a professores, entre outros que geraram e geram desconforto aos parlamentares de modo geral.

Enfim, assuntos que acabam sendo repetitivos e estão levando vereadores a buscarem medidas mais drásticas ao procurarem o Ministério Público para que o município seja notificado de possíveis falhas e constante inércia nas ações.

“Quando não estamos na mídia por falta de gestão, estamos estampados por envolvimento de gestor em maracutaia. Não sabemos aonde isso vai parar, mas vamos procurar nossos direitos em defesa emergencial da comunidade e de nosso trabalho de parlamentar que vive o ápice do desrespeito por parte do gestor”, concluiu o presidente Carlos Candido Barbosa.