A primeira legislatura do município de Floresta, foi formada em 1961, após a emancipação política do município em 25 de julho de 1960. A composição daquele primeiro mandato (1961–1964) foi responsável por organizar a estrutura administrativa e as bases legislativas da cidade recém-criada, que antes pertencia ao território de Maringá.
Desde esse período, a Câmara obviamente passou por várias mudanças, tanto de localização, quanto estruturação. Porém, algo desde o início das atividades legislativas no município, nunca mudou.
Trata-se da presença constante do munícipe Gregório Macheia – o seu Gregório, de 79 anos, que contou um pouco sobre essa trajetória que o deram um singelo título carinhoso de “10º Vereador”.
Nascido em Cambé, região metropolitana de Londrina, chegou ao com apenas 11 anos em Floresta, para trabalhar nas plantações de café, junto com a família.
Logo que ganhou idade constituiu a sua própria família, casando-se com Geni Dias Macheia, com quem vive há 55 anos, comemorados no dia 12 de junho – coincidentemente dia dos namorados.
No entanto, uma missão ele carrega para a vida; jamais faltar uma sessão ordinária da Câmara Municipal – salva-se em caso de doença. Segundo ele, é o momento do munícipe saber os acontecimentos que nortearão os destinos do município.
Ele no passado, até arriscou se candidatar a vereador por duas vezes. Na época, pelo extinto partido ARENA que tinha como oponente o MDB e que mais tarde contaria com o PTB.
“Me recordo que na minha primeira candidatura, mulher não votava ainda e eu acabei tendo 19 votos. O mais votado teve pouco menos de 100. Já na segunda, eu tive 36 e o mais votado chegou a 100 votos. Na época o Prefeito eleito foi Antônio Fuentes Martins”, conta seu Gregório.
Hoje ele fala com orgulho dessa sua trajetória e não economiza quando afirma ser um munícipe participativo, ou seja, desde a primeira Legislatura formada no município até a atual, ele não falta as sessões e entende muito de Lei, política e evidencia de forma positiva os atuais vereadores.
“Todos fazem um trabalho extraordinário. Defendem suas posições, pensamentos, debatem assuntos do município, cumprem um papel que é fundamental, legislar e fiscalizar os atos do Poder Executivo. Além disso, buscam através de deputados, parcerias que resultam em recursos para Floresta. São pensamentos e condutas diversificadas de cada um, mas que ao fim, tudo é propício pelo bem do município”, afirma.
Gregório ainda frisa com orgulho que a esposa Geni, arruma o sofá para assistir televisão, deixa sua roupa no jeito para ele ir à Câmara toda a segunda-feira, exercer o papel de cidadão, acompanhando os trabalhos dos vereadores e espera ele chegar e contar como foi a ida à Câmara..
O presidente da Casa, vereador Carlos Cândido Barbosa, que está em sua segunda legislatura – a 14ª e 16ª, disse que na próxima sessão ordinária, vai propor aos demais pares, uma moção de aplausos ao seu Gregório e entregar a ele uma placa de Munícipe Participativo.
“A gente comenta todo o tempo aqui. Essa Casa é do povo, no entanto são poucas as pessoas que entendem e vem até o plenário acompanhar nosso trabalho, e o Seu Gregório é um deles, que não só acompanha o nosso desse tempo, mas está aqui desde a primeira legislatura. Isso merece reconhecimento e valorização”, afirma Carlinhos.
“A performance do seu Gregório é uma performance inspiradora para muitos munícipes e, por entendermos a preocupação com que ele mostra e demonstra ter como munícipe, fizemos questão de contar parte de sua história. Parabéns seu Gregório, que o senhor continue inspirando as futuras gerações a entenderem a importância da participação popular na administração e política de cada município. De fato, o senhor é um 10º Vereador em Floresta”, concluiu o diretor do Portal Expressão, jornalista Douglas Nogari.










