A semana iniciou com grande repercussão do caso envolvendo o Prefeito de Floresta, Rogério Pereira Mendes, que acabou preso na última quinta-feira (2) nas proximidades do Shopping Catuaí em Maringá, de posse de um veículo HB20 clonado.

O Prefeito em suo oitiva na Delegacia demonstrou nervosismo ao ser questionado sobre o baixo valor pago pelo veículo, alegou ter adquirido em loja conhecida e que sabia dos débitos oriundos de financiamento. No entanto, alegou nem imaginar que o mesmo veículo era clonado e defendeu a hipótese de ter caído num golpe.

Enfim, no sábado (4), ele usou as redes sociais e enviou à imprensa local e regional sua versão no caso, em vídeo gravado dentro do gabinete, agradecendo o apoio recebido da comunidade, autoridades entre outros.

Enfim, segundou e hoje (6) a ressaca da Páscoa é o assunto do final de semana, apontando o ocorrido com o mandatário do município e aí paira um questionamento: O Prefeito é culpado ou inocente no caso?

Vale destacar que, adquirir um veículo financiado em nome de terceiros é legalmente possível, mas extremamente arriscado, sendo chamado de “contrato de gaveta” quando não oficializado pelo banco. O titular do financiamento é o único responsável legal pela dívida, multas e restrições, enquanto o usuário real detém a posse do bem, gerando altos riscos de inadimplência e perda do veículo.

Além disso, os chamados “Carro Finan” ou “NP” (Não Pago) refere-se a veículos financiados cujas parcelas não foram pagas, sendo vendidos abaixo do preço de mercado. É um negócio de alto risco, geralmente configurando golpe ou, para o comprador, receptação (art. 180 do Código Penal), pois o veículo pode ser apreendido a qualquer momento por busca e apreensão.

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Outro fator que carimba o caso envolvendo o Prefeito Rogério é o veículo ser clonado, e segundo o delegado do caso, adulterado mui porcamente. Enfim, a clonagem de veículo é crime previsto no Artigo 311 do Código Penal Brasileiro, que pune a adulteração de sinal identificador (placa, chassi) com reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Lei 14.562/2023 endureceu a pena para quem comercializa ou utiliza veículos adulterados.

Enfim, o Prefeito Rogério adquiriu este veículo como inocente, pagando por ele cerca de R$ 15 mil, quando a Tabela Fipe do veículo é de R$40 a R$50 mil?

O que se sabe é que o assunto está rendendo e vai render ainda mais, principalmente por que os vereadores de oposição ao Prefeito, vão se manifestar em plenário sobre o caso e o Portal Expressão trará na íntegra o desfecho após a sessão ordinária que ocorre nesta segunda-feira (6) a partir das 20:00 horas.