O tema que vem sendo cada vez mais comum nas redes sociais, principalmente pelo aumento assustador nos índices de violência no país e no mundo – a violência contra a mulher, foi amplamente discutido na tarde desta quinta-feira (26), no auditório do Fórum de Engenheiro Beltrão.
A iniciativa partiu de mulheres atreladas ao poder público municipal, o próprio judiciário e forças de segurança, em debater o assunto e traçar um plano de ação, utilizando as políticas públicas, mas também envolvendo entidades, advogados, psicólogos, Prefeitura e Câmara Municipal, assim como o comércio, através da Associação Comercial – ACIEB, e a própria imprensa local.
Marcaram presença no encontro o Juiz da Comarca Silvio Hideki Yamaguchi com sua equipe de assessores, representantes do Ministério Público, Comandante do Destacamento de Polícia Sargento Edwin Sontag e os policiais Jakson e Thiago, o Delegado de Polícia Fabrício Ortolan, o presidente da Câmara Municipal Roberto Toshimitsu Moriya – o Japa Gás, a Diretora de Cultura do município Roseneide Cotha que organizou o encontro e representou a Gestão Municipal, Assistente Social Viviam Gatto, Psicóloga Bianca Volante representando a Clínica Elo, advogado Victor Hugo Parolin a Loja Maçônica, Hugo Micula representando a Ordem dos Demolay, Pastor Wagner representando a Ordem dos Pastores de Engenheiro Beltrão, Rogério representando a Igreja Congregação Cristã no Brasil, integrantes do Rotary Club, Drª Marli representando a ACA – Associação das Senhoras Rotarianas, Francieli representando a Coamo, Douglas Nogari representando a ACIEB e o Portal Expressão.
O objetivo da reunião foi planejar ações que venham conscientizar a comunidade sobre a forma de que mulheres, na grande maioria, não tem conhecimento de canais que possam denunciar agressores, bem como trazer à tona formas de puni-los.
Foi discutido também casos que acontecem no município e que infelizmente, não são denunciados e a medida, segundo o Juiz Silvio Hideki, seria uma ação de conscientização com mais informação para a sociedade, envolvendo as entidades presentes no encontro, ou seja, ações de fortalecimento, que vise a defesa e consciência da mulher que, vitima, denuncie, busque ajuda e de fato tenha o amparo necessário.
Atualmente existe no município a Rede Protetora da Mulher, concentrada no CRAS, com uma assistente social que dá o suporte em casos de ocorrências denunciadas ou atendidas pela Polícia. No entanto, para suprir o auto índice de crime contra a mulher, seja o feminicídio ou violência doméstica em todos os seguimentos – agressão, humilhação, coação, entre outros, no município, é necessária uma ação mais ampla de consciência e de maior punição aos denunciados, para coibir a reincidência.
Enfim, a reunião entrou em assuntos que vão desde a escola à igreja, e também ao tratamento psíquico, à punição com maior vigor da Lei. E como resultado, o grupo já desenhou um caminho de trabalho, e durante o mês de março – mês da mulher, deverá realizar uma ação voluntária e organizada em alarme ao tema discutido.
O que se notou é que o caso é grave e chegou não somente ao poder público municipal para agir, e sim nas entidades, Magistratura, Ministério Público e demais órgãos atrelados à sociedade civil organizada.
O próximo encontro do grupo ainda não foi divulgado, mas deverá acontecer na primeira semana de março, já com peças de divulgação prontas e com data de lançamento para o município todo.














