A vulnerabilidade nas jogadas aéreas e cobranças de falta tornou-se a maior dor de cabeça do Athletico nesta reta final do Campeonato Brasileiro. O Furacão lidera a estatística negativa de gols sofridos por bola parada na competição, acumulando 19 tentos cedidos aos adversários. O problema ficou evidente no revés por 2 a 0 diante do Grêmio, em Porto Alegre, confronto em que ambos os gols nasceram exatamente desse tipo de jogada e acenderam o sinal amarelo no grupo.
A busca por ajustes táticos
Diante da sequência de resultados desfavoráveis, os atletas Luiz Gustavo e Benavídez vieram a público reconhecer a gravidade da situação e a urgência de correções no sistema defensivo. Enquanto o volante enfatizou a necessidade de diminuir as faltas e escanteios cedidos, o lateral-direito apontou que o grupo precisa debater internamente para estancar a sangria defensiva antes dos próximos compromissos cruciais.
— No campo, o jogo é muito dinâmico. Para evitar a bola parada, é preciso ficar o máximo possível com a bola e evitar faltas desnecessárias, além de escanteios. Assim, conseguimos diminuir essas situações, ganhar mais confiança durante a partida e tornar o jogo um pouco mais confortável — explicou Luiz Gustavo.
O volante também admitiu que a repetição desses erros tem gerado desgaste emocional no elenco rubro-negro. Para o líder técnico, o momento exige frieza, autoavaliação e comprometimento coletivo para superar a fase delicada sem desperdiçar a campanha construída até aqui.
— A bola parada tem causado um pouco de desconforto para todos os jogadores que estão em campo. Precisamos de maturidade para entender onde está o problema e tentar evitar essas situações. A responsabilidade é nossa. Agora é trabalhar muito, porque falta pouco e não podemos ficar pelo meio do caminho depois de tudo o que fizemos até agora — afirmou.
Foco total no próximo desafio
A mesma postura de cobrança e humildade foi adotada pelo lateral Benavídez, que classificou o fundamento como um fator decisivo no nível competitivo atual. Para o defensor, a chave para retomar o caminho das vitórias passa pelo diálogo aberto e pelo foco redobrado durante os treinamentos semanais.
— A bola parada está nos causando muitos danos, e temos que reconhecer isso, ser humildes e trabalhar muito para melhorar o mais rápido possível. É um detalhe a corrigir. A única forma de seguir em frente é trabalhando dia a dia. Há partidas que são decididas nos detalhes, e precisamos corrigir isso — avaliou.
Com três rodadas sem vencer, o time paranaense soma 54 pontos e ocupa atualmente a quinta colocação na tabela de classificação. A reabilitação é tratada como prioridade absoluta para garantir a vaga no topo da tabela.
— A confiança se constrói jogo a jogo. Durante a semana, vamos conversar entre nós e tentar fazer o melhor para que isso não aconteça novamente. Restam cinco finais, e a primeira é contra o Vasco, na nossa casa, com a nossa torcida. Temos que fazer uma grande partida e voltar a vencer, que é o que mais precisamos — concluiu Benavídez, projetando o duelo direto contra o Vasco diante da torcida.









