A oposição no Congresso vai se reunir na próxima semana para alinhar sua estratégia e definir qual será sua posição oficial na disputa pela Mesa Diretora do Senado Federal.

Articulação partidária para o comando da Casa O senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado e ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, afirmou que a direita se reunirá na próxima semana para definir posição para a eleição do Senado. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta 6ª feira (30.out.2026), ele disse que o apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ainda “não foi discutido”.

“O 1º passo será uma reunião interna do PL na próxima 4ª feira. Mas não será apenas do PL. É uma reunião que também contará com senadores de outros partidos”, declarou. Nos bastidores políticos, o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) tem sido ventilado como um potencial postulante ao comando da instituição legislativa.

O peso dos chefes estaduais na oposição Além dos parlamentares em Brasília, os chefes de Executivo estaduais exercerão uma influência fundamental no processo de reorganização do bloco oposicionista, especialmente após o pleito presidencial.

Gomes também disse que os governadores terão papel central na articulação da oposição, depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

“Hoje temos governadores de grandes Estados, como Tarcísio, reeleito em 1º turno, Sérgio Moro, Jorginho Mello e Cleitinho, que apoiou Flávio. Tem uma ansiedade muito grande por entender como é que vai ser o processo de acomodação das forças políticas depois de uma eleição tão disputada, mas há coisas que só vão ficar mais claras quando todos conversarem”, afirmou.

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Perspectivas para o cenário nacional O parlamentar também comentou sobre o futuro político do chefe do Executivo paulista e seu potencial de protagonismo em pleitos futuros no país.

O senador apontou ainda que o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “é um líder inconteste” para uma possível candidatura à Presidência em 2030. “É um político de perfil diferente, mas que tem o respeito das forças políticas, assim como outros governadores que tiveram a sua reeleição consagrada que vão ter um novo passo político”, disse.

As negociações entre as siglas devem se intensificar nos próximos dias para consolidar o posicionamento do grupo político no Legislativo federal.