O mercado financeiro brasileiro registrou um tombo histórico nesta segunda-feira (26.out.2026), logo após o anúncio da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal indicador da B3, sofreu uma retração expressiva de 13,88%.

Impacto na economia e na política O resultado das urnas surpreendeu investidores que aguardavam a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), um candidato considerado mais inclinado a implementar um rigoroso ajuste fiscal. Essa reviravolta nas projeções para os rumos econômicos do país obrigou os agentes do mercado a recalcularem rapidamente os riscos dos ativos locais.

Panorama histórico e recordes negativos De acordo com um levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, o recuo expressivo configurou a 3ª maior baixa diária do indicador desde a deflagração da pandemia de covid-19, além de ocupar a 5ª posição entre os piores desempenhos desde 1994.

Crises globais e o impacto passado As perdas mais drásticas da história recente aconteceram em março de 2020, no auge da emergência sanitária global. Naquela ocasião, os temores de uma recessão mundial e as paralisações nas atividades produtivas geraram aversão extrema ao risco, resultando em tombos de 14,78% em 12 de março e de 13,92% em 16 de março.

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Outros momentos de forte turbulencia O histórico da B3 também guarda registros de outros episódios de forte estresse econômico. Em 12 de novembro de 1997, o índice despencou 15% devido à crise financeira asiática, que causou forte fuga de capitais estrangeiros de economias emergentes. Anos mais tarde, em 15 de outubro de 2008, o recuo foi de 11,4% em meio ao colapso financeiro internacional impulsionado pela falência do banco norte-americano Lehman Brothers. As incertezas políticas também já pesaram no passado, como em 5 de setembro de 1994, quando o Ibovespa recuou 10,5% sob a desconfiança em torno do Plano Real após a saída do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero.