Confusão após o Maringá conquistar o título da Série C sobre a Ferroviária
A final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2026 terminou em briga generalizada nesse sábado, na Fonte Luminosa, em Araraquara. A origem da confusão está no jogo de ida, no Estádio Willie Davids, em Maringá, quando o técnico do Dogão, Ivan Campanari, e o atacante Fábio Fau, da Ferroviária, trocaram provocações e gestos.
Ferroviária 1 x 2 Maringá | Melhores momentos | Final (volta) | Brasileiro Série C 2026
Em entrevista coletiva, o técnico da Ferroviária, Rogério Corrêa, lamentou a briga, mas saiu em defesa de Fau, autor do gol de empate por 1 a 1 na primeira partida. Ele disse que o clube errou ao não tratar publicamente do episódio durante a semana e apontou o treinador adversário como pivô da briga.
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– Pecamos um pouco em não falar sobre isso. A gente não quis alimentar. O Fau retribuiu o que o professor Ivan fez para a torcida da Ferroviária. Quando a gente estava saindo do jogo de ida lá, teve uma confusão também. O professor Ivan, quando estava saindo, fez o gesto (de pequeno) para a nossa torcida. O Fau e os meninos viram essa situação. Então, quando ele marcou o gol e, obviamente, veio a emoção, acabou repetindo o gesto. Não para a instituição Maringá, mas em relação ao que o Ivan tinha feito. Como ninguém falou sobre isso antes, ficou como se só o Fau tivesse feito. A cena de hoje é extremamente lamentável, ruim – explicou Corrêa.
Pancadaria geral marca a final da Série C entre Ferroviária e Maringá
Cacá Trovó/Eptv
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Após a premiação, o ge perguntou ao técnico do Maringá, Ivan Campanari, sobre a briga e o que a teria motivado. O treinador, que conquistou o primeiro título da carreira, atribuiu a confusão às características de um confronto decisivo e mencionou brevemente a primeira partida, no Paraná.
– É final, os ânimos ficam à flor da pele, jogo muito truncado, até pelo primeiro jogo lá em Maringá, que foi difícil, com provocações dos dois lados, mas com o máximo respeito. O futebol tem que ter isso. Lamentável o final. Tem que ter duelo, tem que ter disputa, imposição física, mas briga no final não agrega nada – afirmou Campanari.
Súmula
O documento oficial da partida, feito pelo árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho relata a expulsão de 13 jogadores devido ao tumulto com socos e pontapés no gramado da Arena Fonte Luminosa. Ao todo, sete atletas do time paranaense e seis da equipe paulista receberam o cartão vermelho.
Foram expulsos pelo Dogão Wendel Lomar (zagueiro), Paulinho (volante), Serginho (meia), Adeílson (meia), Júlio Rodrigues (atacante), Caíque Calito (atacante) e Ronald Camarão (atacante). Na AFE, receberam o vermelho Guilherme Ferreira (zagueiro), Zé Vitor (zagueiro), Raoni (meia), Fernandinho (meia), Fábio Fau (atacante) e Thiago (atacante).
Como aconteceu a briga
Logo após o apito final, jogadores do Maringá partiram pra cima de Fau. O atacante Thiago, da Ferroviária, agrediu um atleta adversário, e a confusão, com socos e pontapés, se espalhou pelo gramado. Rogério Corrêa tentou acalmar os ânimos e tirou seus jogadores do tumulto.
Minutos depois, enquanto o elenco do Dogão comemorava com a torcida, a briga recomeçou, desta vez envolvendo funcionários da AFE. A nova confusão foi contida em cerca de 30 segundos por integrantes dos dois clubes. Não há relatos de feridos.
Em campo, o Maringá venceu por 2 a 1. Lucas Bonifácio, aos 3, e Ronald Camarão, aos 11 minutos do primeiro tempo, marcaram para o time paranaense. Denilson descontou para a Ferroviária na etapa final. Como a ida terminou empatada, o Maringá conquistou o título inédito da Série C e garantiu vaga na Copa do Brasil de 2027.
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