Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão em forte queda de 1,76%, cotados aos 4.973 pontos. O dólar à vista também registrou recuo de 0,97%, fechando a R$ 4,9896 e terminando a semana abaixo da marca de R$ 5. No acumulado semanal, a moeda apresentou baixa de 1,64%, enquanto no ano a retração chega a 9,10%. Na B3, o dólar futuro para novembro acompanhou o movimento e caiu 1,21%, a R$ 5,0010.

Mudança de cenário com a eleição

O panorama econômico sofreu alterações significativas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 48,21%. Como reação imediata no exterior, os mercados demonstraram forte aversão ao risco, com contratos de real negociados na CME indicando uma desvalorização de até 12% durante a noite de domingo. Para os operadores de minidólar, a atenção se volta para a possibilidade de um expressivo gap de alta na abertura, com potencial para romper a barreira psicológica de R$ 5. Enquanto os fechamentos anteriores servem de referência, o IPCA-15 de outubro, que ficou em 0,32% no mês e 4,62% em 12 minutos — acumulando 4,62% em 12 meses —, continua no radar dos investidores.

Análise técnica de curto prazo

No gráfico de 15 minutos, o minidólar retomou o fluxo de baixa e fechou a última sessão pressionado pela venda. O ativo encerrou abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a estrutura negativa no curtíssimo prazo. Para que a queda continue, é fundamental a perda do suporte localizado entre 4.968,5 e 4.939 pontos, o que pode intensificar o movimento vendedor em direção a 4.917/4.902 pontos e, em uma extensão maior, alcançar o alvo de 4.882/4.874 pontos. Por outro lado, para ensaiar uma recuperação, o contrato precisa superar inicialmente a resistência entre 4.995,5 e 5.015 pontos.

Perspectivas nos gráficos diário e de 60 minutos

No horizonte diário, o panorama segue desfavorável, com o ativo operando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, abrindo margem para novos testes de suporte. Já no gráfico de 60 minutos, a configuração técnica preserva o viés vendedor. Para reverter essa tendência e buscar patamares mais altos, o mercado precisará superar resistências relevantes e consolidar volume comprador consistente. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos encontra-se em 35,51, zona neutra que não aponta para condições extremas de sobrecompra ou sobrevenda.

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Com o ambiente político ditando o ritmo dos negócios, os investidores devem redobrar a cautela diante da volatilidade esperada para os próximos pregões, monitorando de perto os principais patamares técnicos da moeda.