As pressões do cotidiano, sejam financeiras, familiares ou profissionais, exercem impactos diretos sobre o maior órgão do corpo humano, provocando desequilíbrios hormonais e imunológicos que geram inflamações e deixam a barreira cutânea muito mais vulnerável.
Relação entre mente e dermatologia
Situações de tensão extrema costumam se manifestar fisicamente por meio de lesões severas, coceiras contínuas e surtos de condições preexistentes, a exemplo de psoríase e dermatite. Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (25), o dermatologista Raul Cartagena explicou que algumas dessas irritações costumam aparecer por meio de espinhas mais inflamadas ou feridas.
“Em pessoas predispostas ou que já apresentam alguma condição dermatológica, ele pode contribuir para a piora dos sintomas. Por isso, é importante avaliar o quadro como um todo”, explicou o especialista, que também é consultor da marca de dermocosméticos TheraSkin.
O papel do cortisol nas espinhas
Apesar de influenciar negativamente, o esgotamento mental não atua isoladamente, devendo ser analisado em conjunto com a genética e os hábitos alimentares. O mecanismo por trás das erupções cutâneas envolve a liberação de corticopropina, que desregula os níveis de cortisol e eleva a produção de sebo, bloqueando os poros.
Além da carga emocional, a Sociedade Brasileira de Dermatologia aponta outros elementos determinantes no surgimento das lesões: – Histórico familiar e genética – Alterações hormonais na puberdade, menstruação ou gravidez – Proliferação da bactéria Propionibacterium acnes – Fatores externos como dieta, medicamentos e cosméticos inadequados
Impacto psicológico e autoestima
A presença de lesões visíveis e irritações na derme frequentemente gera ansiedade e diminui a confiança pessoal, criando um ciclo vicioso de sofrimento. Uma pesquisa realizada pela Darrow em conjunto com a AtlasIntel, divulgada no começo de outubro, apontou que cerca de 41,7% dos jovens entre 16 e 25 anos afirmam já ter deixado de realizar alguma atividade cotidiana por causa da acne.
Como proteger a saúde cutânea
Para amenizar os danos durante fases tensas, recomenda-se adotar práticas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, como manter uma rotina simples e regular de limpeza e hidratação, evitar espremer lesões e coçar a pele em excesso, além de investir em hábitos que reduzam a tensão, como sono adequado, atividade física e momentos de descanso. Caso os sintomas persistam, a consulta com um médico especializado torna-se indispensável.










