O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 69,3% dos votos válidos na soma da Oceania com nações do leste e sudeste asiático, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou com 30,75% na mesma região, durante o segundo turno do pleito presidencial.

Apuração por boletins de urna

As informações foram levantadas a partir de boletins de urna (BUs) divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sua página oficial de resultados ao longo deste domingo (25). Cada urna eletrônica emite esse relatório ao término da votação, permitindo calcular o desempenho dos candidatos antes da totalização oficial realizada pelo órgão eleitoral.

Desempenho por país na Ásia

Flávio Bolsonaro obteve vantagens expressivas em nações asiáticas. No Japão, o parlamentar alcançou 80,08%, somando 28.538 votos contra 7.098 de Lula (19,92%). O candidato do PL também levou a melhor nas Filipinas (59%), em Taiwan (58%), na Malásia (51,76%) e em Hong Kong (51,15%).

Vantagem de Lula na Oceania e Ásia

Por outro lado, o atual presidente registrou maioria em outros territórios da região. Na Nova Zelândia, Lula atingiu 80,5% com 418 votos frente a 101 de Flávio (19,5%). O petista também venceu na Austrália (64,5%), na China (73,7%), na Coreia do Sul (64,35%) e em Singapura (63,78%).

Leia também

Eleitorado no exterior

Segundo estatísticas do TSE, 918 mil brasileiros residentes fora do Brasil estão aptos a participar do pleito deste ano, espalhados por 186 municípios em 134 nações. O montante representa um crescimento de 31,82% na comparação com o pleito de 2022, quando cerca de 697 mil eleitores possuíam habilitação para votar no exterior.

Devido à variação de fuso horário, a votação internacional costuma durar cerca de 29 horas no total, tendo início no sábado (24), às 16h no horário de Brasília, com a abertura das seções na Nova Zelândia, e encerrando no Canadá.