Quase 1 milhão de eleitores que vivem no exterior estão aptos a votar em 2026, totalizando 918.876 pessoas segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fora do território brasileiro, a participação nas urnas é exclusiva para a escolha da Presidência da República. Na disputa anterior, em 2022, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno com 51,28% dos votos válidos contra 48,72%, vencendo em 59 países e 80 municípios, enquanto o adversário levou a melhor em 40 nações e 59 cidades.
Distribuição geográfica e principais colégios eleitorais
Para o pleito deste ano, a votação está distribuída por 186 cidades estrangeiras. Os Estados Unidos lideram com a maior concentração de cidadãos aptos, registrando 265.437 votantes. Em seguida aparecem Portugal (134.797), Japão (88.366) e Canadá (46.488). Embora o território norte-americano concentre o maior volume geral, a capital portuguesa abriga o maior colégio eleitoral individual fora do Brasil: Lisboa conta com 78.833 eleitores, o que representa um salto de aproximadamente 74% em relação a 2022.
A segunda maior concentração urbana no exterior fica em Boston, nos Estados Unidos, reunindo 53.406 pessoas aptas a votar. O cenário geopolítico atual traz novos contornos para a disputa, colocando Flávio Bolsonaro (PL) como o principal oponente de Lula, após o petista ter vencido em 64 dos 102 países com votação no primeiro turno e Flávio liderado em 37 nações além de três territórios, com um empate registrado em Guiné-Bissau.
Perfil demográfico e crescimento do eleitorado
O levantamento do TSE detalha que o perfil dos brasileiros residentes no exterior é composto majoritariamente por mulheres, que representam 57% do total (528 mil), frente a 43% de homens (391 mil). A faixa etária predominante abrange dos 40 aos 44 anos, seguida pelos intervalos de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos. Em termos de estado civil, os solteiros somam 52%, os casados alcançam 42%, os divorciados representam 6% e os viúvos ficam em 1%.
No quesito instrução, 38% possuem ensino superior completo, seguidos por 29% com ensino médio completo e 13% com superior incompleto. O universo de aptos a votar fora do país cresceu 31,82% em comparação com 2022, quando 697 mil cidadãos estavam habilitados. Na última década, o contingente praticamente dobrou, visto que em 2014 o total era de pouco mais de 354 mil eleitores.










