Aliados na chapa para o governo do Paraná, o governador Ratinho Jr (PSD) e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), declaram voto a candidatos opostos no 2º turno da eleição presidencial. Ratinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), e Greca, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Rafael Greca deixou o PSD em março de 2026 e filiou-se ao MDB para disputar as eleições estaduais. Lançou pré-candidatura, mas desistiu e lançou-se candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD), apoiado por Ratinho Jr. Foram derrotados no 1º turno por Sergio Moro (PL).

RATINHO APOIA FLÁVIO

Flávio acertou o apoio de Ratinho em 8 de outubro de 2026, pouco depois do 1º turno. Em seu perfil no X (ex-Twitter), Ratinho disse ter conversado com o candidato do PL e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes de tomar a decisão. “Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!”, escreveu.

O pai do governador, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, também entrou na campanha e participou de propaganda eleitoral de Flávio na TV no sábado (17.out). Na peça publicitária, o comunicador do SBT questionou o senador sobre a manutenção de programas sociais em eventual governo do candidato do PL.

GRECA APOIA LULA

Greca sinalizou apoio a Lula durante sarau em Curitiba na 3ª feira (20.out). “Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil? E calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem nossas terras raras”, declarou.

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“Não posso me calar, porque se eu me calasse as pedras falariam. Se o velho Lula já não tá meio dando no gasto, mas pelo menos ele tem a reta intenção de servir aos pobres e de manter a lei Rouanet”, disse Greca.

E completou: “O produtor teu marido? Eh, você remontou quando eu falei em votar no Lula, ficou com medo. Bom, o seguinte, o produtor teu não vai comer mais quando acabar lei Rouanet. Não vai ter lei Rouanet. Eles não querem a música, eles não querem o financiamento da cultura, eles não querem museus, eles não querem universidades, eles não querem escolas públicas. O que é que eles querem? Eles querem acumular tesouros que a traça corrói e que o verme devora. Ponham isso na cabeça”.