O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um salto expressivo de engajamento nas plataformas virtuais após o término do primeiro turno do pleito, ultrapassando o senador Flávio Bolsonaro (PL) no Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela Quaest. Entre os dias 4 e 15 de outubro, a marca do atual mandatário saltou de 70,7 para 82,6 pontos, ao passo que o parlamentar opositor recuou de 80 para 76,4 pontos.
Nova estratégia de comunicação e mobilização
Felipe Nunes, diretor da Quaest, atribui parte da recuperação de Lula a mudanças na estratégia de comunicação da campanha. Entre as iniciativas estão a atuação da deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), com vídeos legendados, verticais e gravados no estilo selfie, e a mobilização organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
Essa guinada na web também coincidiu com eventos de forte impacto político fora do ambiente online, a exemplo da aprovação do fim da escala de trabalho 6 X 1.
Movimentações no segundo turno
Na disputa pela segunda etapa da eleição, Flávio recebeu o endosso de nomes que ficaram pelo caminho no primeiro turno, como os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), além de Augusto Cury (Avante-SP). O ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) igualmente declarou suporte à candidatura do senador.
Em meio a esse cenário, Flávio obteve autorização para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde agosto de 2025. Contudo, apesar dessas sinalizações de apoio político, o índice digital do parlamentar apresentou retração na janela avaliada.
Como funciona o cálculo do IPD
O levantamento contempla 175 variáveis extraídas de ferramentas virtuais como Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube, Google e Wikipédia, operando em uma escala de 0 a 100 pontos.
A metodologia abrange parâmetros de presença digital, alcance, visibilidade, engajamento, capacidade de mobilização, balanço de reações e volume de buscas recentes, além de filtrar a atuação de perfis automatizados (robôs).
Especialistas reforçam que a variação do IPD demonstra quais nomes ganham tração e visibilidade nas plataformas, mas não traduz de forma direta uma alteração proporcional nas urnas ou na preferência do eleitorado, visto que a métrica avalia repercussão virtual e não intenção de voto.










