A Colômbia oficializou nesta quarta-feira (14/10) a abertura de sua embaixada em Jerusalém. A decisão marca uma guinada na política externa do país sul-americano sob a gestão do presidente Abelardo de la Espriella, que busca estreitar laços com Israel e alinhar sua diplomacia aos Estados Unidos.

O status disputado de Jerusalém

A cidade de Jerusalém é o epicentro de um longo conflito geopolítico, sendo reivindicada como capital tanto por israelenses quanto por palestinos. Embora tenha sido dividida inicialmente para acomodar duas nações, Israel assumiu o controle da zona palestina, acirrando ainda mais as tensões na região.

Com essa mudança, a Colômbia passa a integrar o grupo restrito de nações — que já conta com os Estados Unidos e o Paraguai — que instalaram suas representações diplomáticas na cidade. Globalmente, a mudança é interpretada como uma chancela à soberania israelense sobre o território, o que pode acirrar as crises no Oriente Médio.

Declaração oficial e reativação comercial

“Hoje, com a inauguração da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, damos um passo concreto rumo à restauração de nossas relações diplomáticas. Esta Embaixada é uma expressão visível de nossa determinação em restabelecer o diálogo, fortalecer a confiança mútua e construir uma agenda que gere benefícios tangíveis para nossos cidadãos”, declarou o ministro das relações exteriores da Colômbia, Omar Bula Escobar.

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Além da nova representação diplomática, a administração atual reativou o tratado de livre comércio bilateral, que havia sido cancelado pela gestão anterior.

A virada na política externa colombiana

A iniciativa de De la Espriella representa uma ruptura total com a diretriz adotada pelo ex-presidente Gustavo Petro. Durante o mandato passado, a Colômbia havia cortado os laços diplomáticos com Tel Aviv devido ao conflito contra o Hamas na Faixa de Gaza, episódio que incluiu a desativação da embaixada colombiana em território israelense e a convocação do embaixador.