O Campeonato Brasileiro segue sendo palco de manifestações de equipes de futebol contra a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula no dia 25 de setembro, que impôs barreiras à atuação de empresas de apostas esportivas no território nacional.
Ação conjunta no clássico carioca Durante o confronto deste domingo no Maracanã, os times rubro-negro e tricolor estamparam em suas camisas a frase “Proibir não é proteger”. A iniciativa faz parte de um movimento encabeçado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). A mesma mensagem já havia aparecido em placas publicitárias de nove partidas na rodada anterior do torneio.
Manifestações organizadas pelas entidades Em nota oficial, as entidades afirmam que buscam chamar a “atenção para os impactos da proibição das casas de apostas regulamentadas no país”, e alertar para “o avanço das plataformas clandestinas, que operam fora das regras de fiscalização e proteção ao apostador”.
Protestos também nas arquibancadas Além dos atletas em campo, os torcedores presentes no estádio também se mobilizaram contra a decisão governamental. No setor Norte, tradicionalmente ocupado pelos rubro-negros, três faixas foram estendidas formando a mensagem “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF.”
Histórico recente das ações dos clubes O time da Gávea já havia utilizado o espaço principal do uniforme, normalmente reservado ao patrocinador máster, para exibir o lema “Proibir não é proteger” no duelo contra o Santos na última quinta-feira.
Na mesma data, o presidente tricolor, Mattheus Montenegro, anunciou a união dos rivais na campanha. Segundo ele, a iniciativa partiu da Superbet e da Betano, patrocinadoras máster do Fluminense e do Flamengo, respectivamente. Após o clássico, o clube das Laranjeiras voltará a exibir a marca Superscore, fornecedora independente de estatísticas da Superbet.










