O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, atendeu pedido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-SP), no prazo de três horas.

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral A determinação da Justiça Eleitoral foi publicada no final da manhã deste domingo (11/10). O espaço de mensagens instantâneas reunia aproximadamente 3,3 milhões de inscritos e funcionava como um dos principais veículos de mobilização digital da base governista.

Acusações da campanha e repercussão Durante o processo, Flávio Bolsonaro argumentou que a estrutura digital era utilizada para disseminar desinformação coordenada na reta final da campanha do segundo turno das eleições de 2026. A equipe jurídica do candidato também apontou que a comunidade orientava os participantes a agir “como robôs” para replicar massivamente afirmações cuja falsidade já havia sido reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Posicionamento da Justiça Eleitoral Diante do cenário apresentado, o relator concluiu que as medidas tradicionais de exclusão de conteúdos isolados já não eram suficientes para coibir os abusos.

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“A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre cácandidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, destacou o magistrado.

Contexto das Eleições 2026 A ordem de bloqueio reforça o rigor da Corte Eleitoral no combate a fraudes informacionais e disparos em massa nas plataformas digitais durante as semanas decisivas que antecedem a votação definitiva do pleito nacional.