O falecimento do ator e dublador Edson Silva, eternizado como o motorista Heitor na novela Laços de Família — onde atendia a personagem Alma, interpretada por Marieta Severo —, causou forte comoção entre familiares e admiradores da teledramaturgia nacional. O artista nos deixou aos 95 anos, embora a causa do óbito não tenha sido divulgada publicamente.
Homenagens e despedidas no meio artístico A confirmação do falecimento veio a público por meio do perfil Dublapédia Brasil, que destacou a importância do profissional para os noveleiros. Logo em seguida, a atriz e amiga pessoal Alcione Mazzeo utilizou sua conta no Instagram para prestar uma última homenagem, resgatando registros fotográficos de parcerias antigas na vida artística.
“✨ É sempre doloroso perder alguém com quem compartilhamos vários momentos, tanto na vida qto no trabalho, mas saber que finalmente encontrou o descanso merecido traz alívio ao meu coração”, escreveu ela.
A artista concluiu a mensagem reforçando o carinho eterno pelo colega: “Nossa amizade viverá pra sempre em minha saudade, Edson Silva! ✨ Vá em paz, amigo querido”.
Trajetória no teatro e nas telonas Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 25 de outubro de 1930, o mineiro migrou para o Rio de Janeiro no início dos anos 50 em busca de oportunidades na área cultural. Na Cidade Maravilhosa, integrou os estudos de Teatro com Paschoal Carlos Magno e construiu uma sólida trajetória de quase três décadas nos palcos, atuando e dirigindo produções de destaque como Sinhá Moça, Lampião e O Auto da Compadecida. No cinema, também integrou os elencos de Quem Matou Pacífico? e Mineirinho Vivo ou Morto.
Legado na televisão e na dublagem Na telinha, o veterano consolidou sua carreira através de papéis coadjuvantes marcantes que conquistaram o público, passando por emissoras tradicionais como Tupi, Rio, Continental, Manchete e Globo. Paralelamente aos folhetins e palcos, o artista construiu uma carreira de destaque como dublador a partir do início dos anos 60, prestando serviços em estúdios renomados como a Herbert Richers e a Dublasom Guanabara, onde permaneceu até a década de 80 antes de concentrar suas energias na televisão.










