As modificações no sistema de arrecadação nacional vão prosseguir independentemente de quem assumir a presidência da República, conforme projeções de lideranças do setor contábil. A implantação já está em andamento e exige adaptações urgentes de companhias e órgãos públicos.

Cronograma e prazos da transição fiscal A partir de janeiro de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) assumirá o lugar de tributos tradicionais, integrando também a transição do IPI. O Tribunal de Contas da União tem prazo até o final de outubro para enviar suas conclusões ao Senado Federal, que poderá votar o percentual até meados de dezembro.

Apesar de o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços trabalhar com uma estimativa de 9,21% para a CBS, lideranças do setor apontam uma referência de 10% para orientar o planejamento inicial.

Passos práticos para o empresariado Para enfrentar a nova realidade sem comprometer a saúde financeira, a recomendação é estruturar a preparação por etapas.

As empresas devem priorizar a atualização de softwares de gestão, a revisão de custos e o alinhamento entre os departamentos comercial, fiscal e tecnológico.

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Impacto do imposto por fora Uma das transformações mais significativas ocorre na formação de preços. Enquanto o modelo atual embute os tributos no valor final, a nova sistemática exige que a taxação seja destacada e somada à operação.

Manter os velhos hábitos sem revisar planilhas pode destruir margens de lucro ou afastar clientes por perda de competitividade.

A antecipação é o principal diferencial para atravessar o período de transição sem surpresas negativas. Mapear os impactos com profissionais contábeis garante a sobrevivência e a competitividade dos negócios no novo cenário econômico brasileiro.