A disputa pelo segundo turno da presidência entra em uma nova fase nesta sexta-feira (9) com o retorno da propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) apostam em táticas distintas para convencer os eleitores indecisos e conquistar votos decisivos até o dia 25 de outubro, data marcada para a votação final.

Estratégia do PT com foco nos programas sociais

A campanha petista intensificará os alertas sobre o risco de descontinuidade de políticas públicas caso o adversário vença o pleito. Na quinta-feira (8), o presidente divulgou uma gravação voltada especificamente para o público que não demonstra alinhamento político tradicional, buscando ampliar sua base de apoio. A peça afirma: “Se Flávio Bolsonaro vencer, você perde. Perde a Farmácia Popular, o especialista no SUS e o tratamento com a caneta emagrecedora”.

Conforme integrantes da equipe de Lula, o material exibido na televisão manterá essa mesma abordagem, destacando conquistas como o Bolsa Família e o atendimento médico, além de promessas de expansão dessas iniciativas em um eventual novo mandato.

Propostas e tom leve na estreia de Flávio Bolsonaro

Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro adotará uma postura propositiva e buscará atrair o eleitorado insatisfeito com a gestão atual. A equipe do candidato planeja apresentar soluções para problemas nacionais e desmentir o que seus aliados classificam como “narrativas” disseminadas nas redes sociais.

Aliados do parlamentar informam que a primeira aparição televisiva priorizará um formato mais brando, focado na exibição de projetos e na valorização da imagem do candidato. A expectativa é que, nos dias seguintes, o tom se torne mais rigoroso e crítico em relação ao governo federal.

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O período de divulgação oficial segue até o dia 23 de outubro, dois antes do pleito. Na corrida presidencial, o tempo total é de dez minutos por bloco, divididos igualmente entre os dois postulantes ao cargo máximo do Executivo.

De acordo com as normas da Justiça Eleitoral, a abertura da programação cabe ao candidato que obteve maior votação na etapa anterior, havendo revezamento nos programas seguintes. Nos estados onde há disputa estadual em segundo turno, os blocos de governador ocorrem na sequência, garantindo espaço equivalente para os concorrentes locais.